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À ESPERA DE DELAÇÕES 10.10.2019 | 16h46

Deputado admite prorrogar CPI e Silval será ouvido esse ano

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Angelo Varela/ALMT

Angelo Varela/ALMT

Retomada em agosto, após pausa de 3 meses, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal deve ser prorrogada por mais 180 dias, como admite o relator da CPI, deputado Wilson Santos (PSDB). Nesta quinta-feira (9) não houve testemunhas ouvidas e os interrogatórios retornam na próxima semana. A convocação do ex-governador Silval Barbosa (sem partido) está mantida e teve a data remanejada.

 

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Na semana passada, foi divulgado que o ex-governador Silval Barbosa não seria mais ouvido na CPI, por conta de um pedido do deputado Carlos Avalone (PSDB), citado na delação de Silval por envolvimento em atos de corrupção.

 

Santos pondera que uma nova data para a oitiva será marcada e Silval irá esclarecer sobre as fraudes em incentivos fiscais durante sua gestão e sonegação de impostos.

 

“Como isso acontecia na sua gestão? Ele será perguntando qual o caminho da sonegação, quais os agentes públicos que operacionalizavam, quais as sugestões que ele dá para fechar o caminho da sonegação. A convocação dele está mantida para ser ouvido ainda este ano”, afirma.

 

O relator pontuou que a CPI exige um trabalho profundo e minucioso, que demanda tempo. “Esse não é um trabalho fácil, um trabalho rápido. Provavelmente a CPI será prorrogada por mais 180 dias. Mas o noticiário já começa a mostrar o Estado atuando no combate à sonegação, que é uma consequência da existência da CPI”, avalia o parlamentar.

 

O deputado cita o ramo da mineração, que é um “escândalo”, com notícias de sonegação quase todos os dias e esquemas com ouro, diamante e outros minérios. Também menciona o setor de combustíveis como um dos principais sonegadores, com R$ 600 milhões não recolhidos por ano. O número é reconhecido em relatório da Secretaria de Fazenda (Sefaz), segundo o parlamentar. 

 

“A CPI é necessária e há um consenso entre os deputados de que ela precisa ser postergada. O trabalho é profundo, lento e valoroso. Não temos devaneio juvenil de que vamos acabar com a sonegação em Mato Grosso, até porque são pessoas que estão por trás disso, mas queremos criar legislação que reduzam ao máximo a sonegação em Mato Grosso, que alguns falam em R$ 2 bilhões, R$ 4 bilhões, R$ 6 bilhões, ninguém sabe ainda quanto precisamente se sonega”, declara.

 

Próximos depoimentos

Conforme informações, no dia 17 de outubro será ouvido José Camargo Hernandes - vice-presidente da Federação Nacional dos Combustíveis. Já no dia 24 de outubro será interrogado Hélvio Rebeschini, diretor de planejamento do grupo Plural, responsáveis pela campanha combustível legal .

 

A procuradoria da Assembleia já solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o compartilhamento da delegação do doleiro Lúcio Funaro, do empresário Junior Mendonça, do ex-Bic Banco, Luiz Cuzziol, do ex-governador Silval Barbosa e dos irmãos Wesley e Josley Batista, donos da JBS, mas ainda não há decisão sobre o pedido.

 

Wilson Santos também informou que foi solicitada a delação de Wagner Florêncio Pimentel, investigado na Operação Crédito Podre e assassinato enquanto firmava acordo com o Ministério Público Estadual (MPE). Também foi solicitado o acordo do ex-secretário Pedro Nadaf.

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