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RECEBEU R$ 20 MIL 25.09.2020 | 18h21

Gaeco acompanhou ex-secretário do Paiaguás até prédio

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João Vieira

João Vieira

Foi uma denúncia anônima, recebida na tarde de quarta-feira (24), que culminou na prisão em flagrante do ex-secretário da Casa Civil, Wanderson de Jesus Nogueira. Ele foi abordado por policiais do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) com R$ 20 mil em espécie.


De acordo com o depoimento do policial civil, Raphael Meneguini, na tarde de quarta-feira, uma pessoa que não quis se identificar, afirmou que o empresário Thiago Ronchi Adrien Eugênio, da TMF Construções e Serviços Eireli, foi até a Casa Civil e entregou um envelope com dinheiro.


Os policiais então fizeram vigilância próxima ao Palácio Paiaguás, aguardando a saída de Wanderson. Às 18h30, o ex-secretário entrou em um Toyota Corolla preto, com uma mochila, e foi embora. A equipe seguiu Wanderson, até que ele desceu em frente ao edifício Le Parc, onde mora.

 

Leia também - Adjunto da Casa Civil é exonerado após ser acusado de receber R$ 20 mil de propina


O Gaeco abordou o ex-secretário e revistou a mochila, que continha documentos e um envelope branco. Dentro do pacote, os policiais encontraram maços de R$ 50 e R$ 100, totalizando R$ 20 mil em espécie.


A princípio, Wanderson deu respostas evasivas sobre a procedência do dinheiro. Pressionado, afirmou que o dinheiro era dele, referente a venda de uma empresa de gelo chamada “Gelo Mais”, e Thiago estaria comprando a empresa dele.


Após checar as informações da Gelo Mais – que não consta no nome de Wanderson e se trata de uma construção inacabada no bairro Santa Cruz -, os policiais foram até o endereço de Thiago Eugênio, no Coxipó. Contudo, ele não residia mais no local.


Às 20h43, um policial ligou para o empresário, mas a ligação caiu. Em seguida, Thiago retornou e negou que fez o pagamento a Wanderson, alegando também que não conhecia nenhum Wanderson. A equipe então o convidou a comparecer na sede do Gaeco, e Thiago mandou apenas um advogado.


No mesmo dia, a empresa recebeu R$ 123.774,18, segundo investigações do Gaeco. A TMF tem contrato no valor de R$ 1 milhão com a Casa Civil. A equipe consultou os pagamentos realizados pelo governo à empresa TMF, e segundo o Fiplan, foram recebidos R$ 3.414,467,47. 


Wanderson foi designado em 2019 pelo secretário da Casa Civil, Mauro Carvalho, como ordenador de despesas do Gabinete de Governo, Gabinete de Assuntos Estratégicos, Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção e do Gabinete de Comunicação. Na época, a secretaria divulgou que ele estava autorizado a “assinar empenhos e ordens de pagamento, homologar e adjudicar licitações, assinar balancetes, balanços, orçamentos e demais documentos contábeis, encaminhar documentos e responder solicitações relacionadas à execução orçamentária e financeira, por prazo indeterminado”.

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