REFORMA ADMINISTRATIVA 15.10.2026 | 18h27

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Chico Ferreira
O ex-secretário de Fazenda, Rogério Gallo, disse que o governo não descarta a criação de um programa de demissões voluntárias no âmbito da reforma administrativa que o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) vem planejando desde a sua reeleição. Aliado do gestor, Gallo disse que já está no horizonte do estado a possibilidade de adoção de ferramentas de inteligência artificial para, aos poucos, substituírem os servidores.
Pivetta defende que o estado seja “eficiente” e quer enxugar a máquina, possivelmente com demissão de pessoal e redução de secretarias. Por meio de uma postagem em rede social, ele pediu que os cidadãos enviem sugestões do que pode ser feito para alcançar esse objetivo. Por sua vez, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (Podemos), disse que apoia a ideia de Pivetta para ter um estado mínimo.
“Já teve plano de demissão voluntária em algumas secretarias, já teve na MTI, a gente já teve plano de PDVs com algumas empresas públicas do estado. Nada está descartado, mas isso tudo está à mesa. Estamos avaliando. Se fizer sentido e der o retorno esperado, pode ser uma possibilidade. Mas eu diria hoje que não está na mesa no curto prazo fazer isso”, afirmou Gallo aos jornalistas, esta semana.
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“Estamos analisando e fazendo um diagnóstico de quais medidas são mais adequadas. Precisamos de um estado que seja eficiente. Falam de estado mínimo. Estado eficiente é aquele que entrega para a população. Essa eleição provou isso”, acrescentou.
Um programa de demissão voluntária (PDV) é quando o governo oferece uma compensação financeira atrativa para que o servidor abra mão do seu cargo. A legislação estabelece que o funcionário público com estabilidade não pode ser demitido ou forçado a pedir demissão.
Gallo também afirmou que o estado aguarda a divulgação de um estudo que está sendo realizado pelo Banco Mundial e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento sobre os impactos da inteligência artificial para o serviço público e quais categorias profissionais vão ser mais impactadas por essas tecnologias.
Para o ex-secretário, “haverá uma substituição”, mas destacou que o governo “obviamente respeita todos os servidores públicos que estão contratados, que têm estabilidade”.
“Essa é uma agenda para o futuro. Qual é o impacto da inteligência artificial em todas as profissões? Dias atrás eu estava lendo uma reportagem de que existem algumas profissões que, nos próximos cinco anos, praticamente vão desaparecer e outras vão ser criadas”, disse Gallo.
A qualificação dos servidores para trabalharem com essas ferramentas e para construir alternativas que pertençam ao poder público deve ser prioridade, inclusive para que não exista uma dependência de empresas e serviços privados, argumentou ele.
“Essa é uma agenda permanente, que está na mesa de todos os estados brasileiros e do governo federal. Não há ainda uma resposta cabal para a pergunta da extensão do impacto”, concluiu.
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