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incentivos ilegais 01.12.2019 | 17h46

Grupo Petrópolis poderá ser ouvido na CPI da Sonegação Fiscal

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Angelo Varela/ALMT

Angelo Varela/ALMT

Presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal, o deputado estadual Wilson Santos (PSDB) afirmou que o representante do Grupo Petrópolis será ouvido futuramente. “Há muito ruído dessa empresa”, disse Santos ao .

 

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A Cervejaria Petrópolis teria benefícios ilegais adquiridos por meio de um termo aditivo assinado durante a gestão Silval Barbosa. Por conta do veto da Assembleia Legislativa em relação à lei de reinstituição dos incentivos fiscais em Mato Grosso, o Grupo Petrópolis permanece com seus benefícios até 2020.

 

“Ainda não tratamos dessa convocação. Mas na próxima reunião da CPI vou apresentar um requerimento, sugerindo a convocação de representante da empresa”, adianta o tucano.

 

“Todos esses denunciados nós vamos convidar e ou convocar, temos interesse em ouvir o grupo Petropolis”, disse. Segundo investigações da Delegacia Fazendária (Defaz), a cervejaria pode ter causado um prejuízo de R$ 800 milhões aos cofres públicos.

 

Outros segmentos, como mineração e frigorífico também serão ouvidos. Além disso, Wilson relata que tem acesso ao depoimento de Silval Barbosa e que mais empresas podem vir à tona. O parlamentar ainda precisa que na CPI de dezembro de 2016, R$ 1,8 bilhão foi sonegado.

 

“A política de incentivos fiscais precisa permanentemente ser vigiada, acompanhada de perto. Sou a favor que haja de maneira legal, que seja concedida por lei, por segmento e que o estado tenha gente e mecanismos para fiscalizar os movimentos de contrapartidas, o que raramente acontece”, aponta.

 

Entretanto, o deputado adverte que não tem um “romantismo juvenil” e que a sonegação será extinta, mas pretende diminuir ao máximo e aperfeiçoar. “Nossa grande preocupação vai ser apresentar para perfeiçoar a lei do estado, para torná-la mais eficiente. Aprimorar a legislação tributária do estado e melhorar o mecanismo de controle”.

 

O grupo é citado em delações premiadas e está sendo investigado. 

 

CPI prorrogada

Ainda de acordo com o deputado, a CPI foi prorrogada por mais 180 dias e ainda neste ano deverá se encerrar as investigações do segmento de combustíveis. Ele ainda aponta que o setor de combustíveis seja um dos principais sonegadores, com R$ 600 milhões não recolhidos por ano.

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