Publicidade

Cuiabá, Segunda-feira 25/05/2020

Política de MT - A | + A

Deu em A Gazeta 03.03.2020 | 07h47

MP não vai investigar 'negligência' de Prado

Facebook Print google plus

O ex-governador Silval Barbosa acusou o ex-procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, de negligência por não ter tomado nenhuma providência ao saber que Silval estaria sofrendo extorsão por parte dos deputados estaduais. A revelação foi feita durante a CPI da Câmara de Cuiabá que investiga o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).

 

Silval Barbosa disse que se reuniu em duas ocasiões com Paulo Prado, que na época era o chefe do MP, para falar sobre as pressões que estava sofrendo e que atrasavam as obras. Em um segundo encontro, foi falado sobre a possibilidade de gravar os pedidos de extorsão, mas o plano não foi efetivado. “Ele disse: vamos gravar aqui dentro e flagrar. Ficou de estudar e ficou por isso mesmo”, disse Silval sobre Paulo Prado. Nesses encontros, Silval teria dito que estava passando por problemas não só na Assembleia Legislativa, mas em outras instituições também.

 

Já o procurador-geral de Justiça José Antônio Borges afirmou que não pretende encaminhar para o Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco), as declarações dadas pelo ex-governador Silval Barbosa, de que o procurador Paulo Prado sabia dos pedidos de extorsão dos deputados estaduais em 2013, mas não fez nada.

 

“Pelo que ele relatou, não se formalizou a denúncia. Ele apenas citou uma suposta extorsão. E ele mesmo afirma que o procurador Paulo Prado pediu que ele oficializasse, porém, não ocorreu. Então não vejo nenhuma irregularidade na conduta dele”, disse Antônio Borges ao jornal A Gazeta.

 

A declaração de Silval Barbosa ocorreu na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de Cuiabá, que investiga o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).

 

José Antônio Borges diz que aguardará que a CPI encaminhe o depoimento de Silval para a Corregedoria do Ministério Público, que poderá ouvir Prado ou simplesmente arquivar.

 

“O trâmite é este. Toda denúncia contra procurador ou promotor de Justiça, nós encaminhamos para a Corregedoria. Ela pode ouvir a pessoa ou simplesmente pode arquivar”, explicou.

 

No final do depoimento, o vereador Diego Guimarães (PP) apresentou um requerimento para que a comissão encaminhasse para o Ministério Público Estadual e para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o depoimento de Silval por conta da citação de Paulo Prado.

 

“Se eles encaminharem para o Conselho Nacional, nós seremos notificados para apresentar as providências que tomamos em relação a isso. Mas repito, não vejo nenhuma conduta fora da lei do procurador Paulo Prado. Ele agiu de acordo com a conduta que se espera de um membro do Ministério Público”, concluiu.

 

Ainda em seu depoimento, Silval disse que decidiu aceitar o que chamou de extorsão por parte dos deputados para evitar problemas e atrasos na Assembleia Legislativa, que incluíam a aprovação de crédito suplementar, do orçamento e de projetos.

 

Uma comissão de parlamentares teria sugerido o recebimento de parte dos recursos das obras do MT Integrado.

 

Silval também voltou a afirmar que o acordo com os parlamentares era de R$ 600 mil, divididos em 12 parcelas de R$ 50 mil. Entre os que participaram do esquema, segundo o ex-governador, estão o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). “Não tem nada a ver esse negócio do instituto, de dívida. Esse aqui era acordo com a Assembleia Legislativa, fruto de extorsão mesmo”, disse Silval sobre o valor recebido por Pinheiro.

 

Silval Barbosa também classificou a gravação feita pelo ex-secretário de Estado Alan Zanata, contra o seu ex-chefe de gabinete, Sílvio Corrêa, como uma tentativa de obstrução de Justiça por parte de Zanata e Emanuel Pinheiro.

O áudio foi encontrado junto com uma transcrição de um perito na residência de Emanuel durante a operação Malebolge, 12ª fase da Ararath em setembro de 2017.

 

Depoimentos
Silval sugeriu que a CPI ouvisse os colaboradores Pedro Nadaf, ex-secretário da Casa Civil, o ex-deputado José Riva, recém-delator e Eder Moraes, que chegou a prestar alguns depoimentos no MP, porém, não aceitou realizar acordo de colaboração premiada. Diante disso houve requerimento para que todos fossem convocados. Porém, a decisão ficou para uma outra reunião da CPI.

 

Outro lado
Por meio de nota o procurador Paulo Prado confirmou que Silval chegou a lhe pedir ajuda em uma suposta cobrança de propina por parte do Legislativo, durante audiências institucional entre governo e MP.

 

“Em resposta, sugeri que o então governador se reunisse com sua assessoria direta e com a área de inteligência do governo e preparasse uma representação formal detalhada da suposta chantagem que estaria sofrendo, inclusive informando os nomes dos parlamentares que exigiam propina”, diz trecho da nota.

 

Prado ainda explica que sugeriu que Silval gravasse as extorsões, já que era a vítima, e que após a gravação encaminhasse o material para o Ministério Público investigar.

 

“Entretanto, o senhor Silval Barbosa nunca encaminhou qualquer tipo de documento ao MP para formalizar uma denúncia e solicitar a atuação ministerial”, finaliza a nota.

 

Leia mais notícias sobre Política de MT na edição do Jornal A Gazeta

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Enquete

A constante troca de ministros pelo presidente Jair Bolsonaro compromete a sua gestão?

Parcial

Edição digital

Segunda-feira, 25/05/2020

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem

Publicidade

btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 19,80 -0,50%

Algodão R$ 92,44 0,16%

Boi a Vista R$ 133,65 -0,15%

Soja Disponível R$ 69,50 0,72%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

Publicidade

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados, Gráfica Millenium e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2019 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.