DEU EM A GAZETA 03.05.2026 | 06h58

pablo@gazetadigital.com.br
Assessoria
O senador Wellington Fagundes (PL) reagiu à tentativa do grupo do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e do ex-governador Mauro Mendes (União) em tentar tirá-lo da disputa eleitoral deste ano após se reunirem secretamente com o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto.
Após o vazamento do encontro, Fagundes afirmou que o grupo quer tratar o PL de Mato Grosso como puxadinho do Palácio Paiaguás, mas que isso não ocorrerá.
O PL não é puxadinho de governo. O PL tem lado, tem história, tem liderança nacional e tem base em Mato Grosso. A decisão será tomada dentro do partido, com respeito, diálogo e responsabilidade, disse ao jornal A Gazeta.
Segundo ele, o desespero de Pivetta e Mauro Mendes ocorre porque o seu nome é competitivo e estaria liderando as pesquisas de intenção de voto.
O que eu defendo é muito simples: disputa aberta, legítima e democrática. Já faz três anos que alguns tentam trabalhar na lógica de escolher adversário, controlar adversário ou, se possível, não ter adversário nenhum. Eu penso diferente. Mato Grosso é grande demais para ter candidatura escolhida em gabinete, completou.
O senador ainda afirmou que respeita Mauro Mendes, mas que as decisões do PL serão tomadas internamente ouvindo as bases e o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Eu não faço política na pressão. Faço política no diálogo, na construção e no respeito. Candidatura não se impõe de fora para dentro. Candidatura nasce da confiança, da história e da vontade da base. E eu sigo trabalhando por Mato Grosso, com serenidade e firmeza.
Contudo, Fagundes evitou criticar o deputado federal e pré-candidato ao Senado pelo seu partido, José Medeiros, que foi quem articulou a reunião entre Costa Neto, Mauro e Pivetta. Falarei com o Valdemar na terça-feira. Portanto, não posso ter opinião sobre isso, disse.
Apesar disso, o senador demonstrou bastante irritação ao movimento que Medeiros fez para tentar convencer uma aliança do PL com Pivetta, sob alegação de que o projeto prioritário é eleger senadores da República e não governadores.
A declaração ocorre após Mauro Mendes e Pivetta se reunirem com Costa Neto na tentativa de construir uma aliança na disputa ao governo. Em troca, o grupo ajudaria a eleger Medeiros senador e se comprometem no apoio a Fagundes em 2030 para sua reeleição ao Senado. O grupo governista tem insistido desde 2024 em uma aliança com o PL para a disputa eleitoral deste ano, aproveitando-se da resistência de algumas lideranças da sigla ao nome de Fagundes.
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