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Deu em A Gazeta 22.09.2020 | 09h31

Riva detalha fraude com precatório

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Chico Ferreira

Chico Ferreira

Fórum da Capital

Ex-presidente da Assembleia, José Geraldo Riva, mostrou ao Ministério Público Federal detalhes dos pagamentos irregulares de precatórios feitos à Construtora Andrade Gutierrez para saldar uma dívida com o empresário do ramo de factoring Valdir Piran. Em depoimento, Riva disse que o ex-governador Blairo Maggi (PP), autorizou o pagamento de 80% de R$ 300 milhões para a construtora, com o objetivo de quitar a dívida com Piran.

 

‘É importante frisar que dentro do governo Blairo Maggi foi pago aproximadamente 80% do precatório e dentro do governo Silval Barbosa foi pago 20%’, diz o ex-deputado em sua delação.

 

Ainda de acordo com ele, o ex-governador Silval teria pago outros R$ 40 milhões. A declaração converge com a delação de Silval, que diz que herdou uma dívida de R$ 40 milhões com o empresário Valdir Piran. Em uma Ação Civil Pública e Ação Popular, MP pede para que Maggi (PP), Piran, Eder Moraes e outras 7 pessoas devolvam R$ 182 milhões neste caso.

 

O esquema
A solução teria sido feita pelo ex-secretário Eder Moraes, que foi chamado por Maggi para por fim às insistentes cobranças que Piran fazia no gabinete do governador e na Mesa Diretora da Assembleia. Segundo Riva, a dívida que Piran possuía com o grupo político de Maggi e Silval Barbosa se consolidou em R$ 27 milhões, que foram utilizados para a compra de eleições da Mesa Diretora. Um esquema que vinha desde a Operação Arca de Noé (2002).

 

‘Naquela ocasião, o então Governador Blairo Maggi, após certa resistência inicial, delegou a Silval Barbosa e Eder Moraes a busca de um entendimento com Valdir Piran, pois estava preocupado com a governabilidade do Estado. Porém, mesmo autorizando a consolidação da dívida, adiantou que nada assinaria, ficando acertado que assinariam as novas notas promissórias Silval Barbosa, Eder Moraes o ex-deputado e atual conselheiro Sérgio Ricardo e o próprio colaborador’, diz trecho de sua delação.

 

Eder sugeriu que o governo pagasse os quase R$ 300 milhões em precatório para a Construtora Andrade Gutierrez, mas que para isso teria que alterar a ordem cronológica de pagamentos.

 

Com isso, o governo Blairo Maggi topou pagar 100% pelo precatório, sendo que 45% seria da empresa, que tinha plena ciência do negócio. Os outros 55% seriam para pagar a dívida dos agentes públicos que, a essa altura, além de indexada por altas taxas de juros.

 

A pendência foi paga a Piran entre 2009 e 2011.

 

Outro lado
Eder Moraes afirmou que o processo de pagamento de precatórios foi amparado em lei, que no pagamento à Andrade Gutierrez, ‘se deu em ambiente republicano e sem quaisquer procedimentos ilícitos’. Já as defesas do ex-senador Blairo Maggi, Valdir Piran e Silval Barbosa não foram localizadas para comentar.

 

Confira reportagem completa no Jornal A Gazeta

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