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Deu em A Gazeta 06.08.2020 | 07h43

Riva 'limpou' documentos ao entregar a presidência da Assembleia

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Chico Ferreira

Chico Ferreira

João Arcanjo Ribeiro / José Riva

O ex-deputado estadual, Guilherme Maluf, que presidiu a Assembleia Legislativa a partir de 2015, afirma que a gestão de José Riva, anterior à sua, não deixou qualquer documento ‘nos meios físicos e/ou digitais’ para a Mesa Diretora da época. Maluf se manifestou depois que vídeos contendo trechos da delação de José Riva foram divulgados. Em alguns deles, o ex -presidente da AL entre 2013 e 2014 acusa Maluf, atual presidente do TCE/MT, de destruir documentos que comprovariam desvios de dinheiro público do Poder Legislativo.

 

Diante da inexistência de documentos em 2015, Maluf decidiu suspender por 60 dias ‘a quitação de restos a pagar, com as exceções contempladas no parágrafo a seguir’.

 

“Somente serão quitados os restos a pagar efetivamente liquidados, com a regularidade exigida, que demandem o cumprimento agendado, principalmente os pertinentes às atividades de manutenção do Poder Legislativo, pessoal, encargos sociais, sentenças judiciais e outras inadiáveis, sob autorização específica da Mesa Diretora”, diz trecho.

 

O depoimento
Durante o seu depoimento ao Ministério Público de Mato Grosso, o ex-deputado afirma que todos os documentos em relação aos demais deputados, sobre as chamadas verbas de suprimento e indenizatória, que foram utilizadas irregularmente dentro do Parlamento, foram destruídos.

 

“Tem uma operação chamada Deja Vú que investiga isso. Mas esses documentos foram destruídos, foram retirados da Assembleia Legislativa, na mesa do deputado Guilherme Maluf como presidente, e foram destruídos para que outros deputados e inclusive eles mesmos não fossem atingidos por essa operação”, diz trecho do vídeo.

 

Riva ainda afirma que os recursos das verbas de suprimento e indenizatória também eram desviadas para outras finalidades nos gabinetes dos 24 deputados. “Esse fato não ocorria apenas no meu gabinete. Na mesma proporção na primeira secretaria e em proporção menor nos gabinetes dos senhores deputados que recebiam também o suplemento de fundo e, por força de uma lei também passaram a receber a verba indenizatória, que essa, sim, na verdade, era mais utilizada como um complemento salarial do que propriamente uma despesa que era realizada e precisava ser ressarcida”, diz o ex-deputado.

 

Confira reportagem completa na edição do Jornal A Gazeta

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