‘ESTAMOS TIRANDO A FOME DO POVO’ 13.10.2026 | 18h20

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Cleia Viana/Câmara dos Deputados
A deputada federal Rosa Neide (PT) defendeu a manutenção do Bolsa Família e rebateu as críticas de que os programas sociais do governo federal desestimulam a busca por emprego. Em coletiva realizada nesta terça-feira (13), a parlamentar enfatizou que a transferência de renda é indispensável para combater a fome extrema e garantir a subsistência de famílias.
Segundo Rosa Neide, o contraste social de Mato Grosso evidencia a necessidade do auxílio público, mesmo diante do crescimento econômico do estado.
“O Estado de Mato Grosso é realmente um Estado que, pela pujança econômica, não precisaria ter gente com assistência, desde que aqui tivesse distribuição de renda. Então as pessoas que estão assistidas são pessoas que não têm condições de ter o mínimo necessário para sua sobrevivência”, afirmou.
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A deputada ressaltou que o Partido dos Trabalhadores não defende o assistencialismo permanente. Para a parlamentar, o valor pago aos beneficiários, em sua maioria mulheres, tem o objetivo de suprir necessidades fundamentais de alimentação.
“R$ 600 é um recurso que uma mãe usa para comprar o leite e o pão do filho. E a gente quer realmente que as pessoas saiam da assistência”, pontuou.
A parlamentar enfatizou que o Partido dos Trabalhadores e seus aliados “não defendem assistência por assistência” nem desejam o benefício “para que as pessoas não trabalhem”. Segundo a deputada, a prioridade dos beneficiários, majoritariamente mulheres, é garantir o sustento básico de suas famílias.
“R$ 600 é um recurso que uma mãe, que a maioria dos que recebem Bolsa Família são mães, mulheres, para ela comprar o leite e o pão do filho. [...] E a gente quer realmente que as pessoas saiam da assistência”, ressaltou.
Relembrando a trajetória histórica dos programas sociais no Nordeste, Rosa Neide fez um resgate do cenário de extrema pobreza de décadas passadas para ilustrar a transformação promovida pelo benefício.
“Eu sou baiana de nascimento, eu sei o que é o Nordeste antes do Bolsa Família e depois do Bolsa Família. [...] Mudou o semiárido, mudou a produção agrícola, mudou a indústria. Então o Bolsa Família levou as pessoas à escola, porque a criança, a mãe e o pai que têm Bolsa Família, a criança é obrigada a estudar”, pontuou.
A parlamentar também rebateu as críticas de que o auxílio financeiro desestimularia a busca por empregos formais, compartilhando conversas que teve com empresários locais. Ao analisar a remuneração por hora praticada no mercado brasileiro, ela argumentou que o problema não reside no benefício social, mas na desvalorização do trabalho.
“Não são os nossos míseros R$1.600 divididos por 30 dias e pelas horas do mês, que vão dar 7 reais a hora. Então, ter Bolsa Família no Brasil é uma condição de não passar fome”, destacou, rebatendo fala de outros parlamentares que defendem o regime da hora/salário.
Por fim, Rosa Neide esclareceu a estrutura tripartite do programa, destacando que a execução e a fiscalização dependem da atuação local.
“O governo federal paga, mas quem serve no sistema são as prefeituras. [...] Então, as pessoas culpam o governo federal que paga, mas não culpam o governo municipal ou estadual que têm que fazer a gestão do programa. [...] O Bolsa Família, nos últimos quatro anos, teve muita rotatividade: gente entrando e gente saindo, gente que está com fome entrando e gente que já matou a fome e tem emprego saindo. Então, o programa é assim e eu creio que a gente só está tirando a fome do povo”, concluiu.
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Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
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