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Em novembro 24.06.2020 | 10h33

Senadores de Mato Grosso votam a favor ao adiamento das eleições municipais de 2020

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Agência Senado

Agência Senado

Todos os três senadores de Mato Grosso votaram favoráveis à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18 que altera a data das eleições municipais, previstas anteriormente para o dia 4 de outubro deste ano. Com a aprovação, o primeiro turno do pleito eleitoral será realizado no dia 15 de novembro e o segundo turno está definido para o dia 29 de novembro em decorrência da pandemia de coronavírus. A PEC segue agora para Câmara dos deputados e depois para sanção do presidente da República.

 

Carlos Fávaro (PSD), que testou positivo para o covid-19, acompanhou a sessão do hospital Sírio Libanês, onde está internado se recuperando. Ele disse que mesmo não sendo uma proposta que partiu do Senado, o adiamento das eleições é uma necessidade. “Ouvimos infectologistas, estudiosos da saúde e, com base em critérios técnicos, aprovamos no Senado a PEC que adia a eleição para 15 de novembro com segurança jurídica e sanitária. Tivemos o cuidado de pensar em alternativas para que os prazos eleitorais sejam cumpridos, os atuais prefeitos tenham condições de trabalhar e os candidatos possam se planejar”.

 

Wellington Fagundes (PL), que apresentou outra proposta de emenda à Constituição para tornar coincidentes os mandatos eletivos, criando uma eleição geral em 2022 também votou favorável ao projeto. Durante seu voto, ele lembrou que não concorda com as eleições este ano por entender o que as aglomerações do pleito gerariam um alto índice de contaminação. Porém, foi favorável à PEC 18 e disse que, caso seja necessário, seu projeto ainda estará à disposição. “ Ao final, a principal cláusula constitucional a ser protegida é a vida das pessoas. Vamos aguardar os acontecimentos e, se necessário, vamos pedir para que a PEC 19, de minha autoria, seja levada a votação”.

 

Jayme Campos (DEM) votou favorável nos dois turnos e foi contra a coincidência dos mandatos em 2022. O democrata acredita que ser for necessário e de interesse do país pode-se votar novamente um novo prazo posteriormente. Lembra ele que as recomendações partiram do próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que ouviu recomendações de técnicos, cientistas e médicos.

 

Apesar do adiamento, o fato de as eleições continuarem previstas para este ano garante que o período dos atuais mandatos e a data da posse dos eleitos permaneçam inalterados

 

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