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Deu em A Gazeta 08.10.2020 | 09h13

Servidores relatam coação no Ganha Tempo

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Francisco Fernandes

Francisco Fernandes

A defesa do Consórcio Rio Verde Ganha Tempo apresentou à Justiça registros de que relatórios usados em uma investigação contra seus executivos foram fraudados como forma de anular contratos vigentes com o governo do Estado.

 

As denúncias vieram dos próprios servidores do Estado e da empresa de consultoria que fiscaliza a prestação dos serviços do Ganha Tempo. Eles registraram boletins de ocorrência, denunciando a fraude.

 

Segundo disse a servidora pública S.S.O. à polícia, ela foi coagida pela fiscal Lucimeire Pavianto, vinculada à Secretaria de Estado de Planejamento (Seplag), a produzir e assinar relatório com atendimentos em menor número que o prestado a usuários, como forma de sabotar o resultado e fazer com que a empresa fosse punida por mau serviço, recebendo menos no contrato.

 

A servidora registrou boletim de ocorrência relatando o fato. Outros servidores também teriam sido constrangidos a assinar relatório com contagens sempre a menor.

 

“Os resultados desses relatórios comprometem de forma clara a confiabilidade dos relatórios produzidos pela Seplag e CGE”, disse o advogado do Consórcio, Daniel Leon Bialski.

 

Outro B.O. registrado por outra servidora: “No dia 01/09/2020 houve operação nas unidades Ganha Tempo no qual ficamos assustados. Logo que a fiscal chegou (...) e escutei a fiscal falando que iria se livrar dos que ela não gostava e que se eles ajudassem teriam benefícios lá dentro (...) e o que um tal de Tulio pediu provas contra gerente e a empresa Rio Verde (...), falando que alguns funcionários iriam prestar depoimento e poderia ajudar ela caso aceitasse falar que o gerente urbano a mando da empresa exigia que as atendentes fizessem atendimentos falsos, pois dessa forma teria mais provas contra empresa. (...) pra botar medo nas outras para colaborar ou seriam acusadas de participação”, diz trecho do documento que A Gazeta teve acesso.

 

Segundo relatório da CGE, o consórcio estaria cobrando pela triagem, que é quando o cidadão retira sua senha e espera em média 30 segundos para ser chamado ao guichê. O consórcio, segundo Bialski, só tem a ação monetizada após todo processo de atendimento ser finalizado pelo cidadão e servidor que o atende. Outro relato é feito por um verificador independente do serviço do Ganha Tempo, J.L.E. Também em Boletim de Ocorrência, conta ter sido coagido a modificar o conteúdo de seu relatório, novamente com a determinação de que os índices de apuração fossem prejudiciais à concessionária.

 

No dia 1º de setembro a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção em Mato Grosso (Deccor) cumpriu 19 mandados de busca e apreensão no Ganha Tempo durante a Operação Tempo é Dinheiro.

 

Outro lado
Procurado, o governo do Estado informou que precisaria dos depoimentos e documentos dos servidores para poder responder aos nossos questionamentos. Desde a última terça-feira (6) a reportagem informou que não repassaria os documentos que tiveram acesso para preservar a identidade dos servidores, que temem represálias do governo. Diante disso, a assessoria informou que não se manifestaria sobre o caso por não “ter conhecimento dos fatos”. Os documentos que basearam a reportagem se encontram na Justiça, onde o governo do Estado é parte do inquérito, logo possui acesso através do seu jurídico.

 

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