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Deu em A Gazeta 15.05.2020 | 07h50

Tese aponta origem indígena em VG

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Lázaro Thor Borges

lazaro@gazetadigital.com.br

Divulgação

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A história oficial de Várzea Grande, que completa 153 anos nesta sexta-feira (15), indica que a cidade foi fundada em 1867, por ocasião da construção do Acampamento Magalhães, na margem direita do rio Cuiabá, feito pelo presidente da província de Mato Grosso, José Vieira Couto de Magalhães, para manter paraguaios presos durante a Guerra da Tríplice Aliança.

 

Mas há outra história que aponta outra possível data de nascimento para a cidade: o ano de 1832. A data marca a concessão de terras pelo governo imperial aos índios guanás, população que teve uma importância social, política e econômica para ir povoando e criando um aldeamento no território onde hoje se localiza a cidade industrial. Se a lógica fosse esta, a cidade seria ainda mais antiga e faria 188 anos nesta sexta.

 

A pesquisadora Verone Cristina da Silva, mestre em história e doutora em Antropologia, descobriu a importância dos guanás para a cidade quando realizava estudos sobre populações ribeirinhas do rio Cuiabá. Em 1999, no bairro Alameda em Várzea Grande, ela conheceu Boamorte Manoel de Campos, um velho pescador de 75 anos que se dizia guaná.

 

Verone mostrou em sua dissertação de mestrado que os guanás saíram do município de Albuquerque, onde hoje é Mato Grosso do Sul, da missão de Nossa Senhora da Misericórdia. Migraram por ocasião da nomeação do missionário capuchinho José Maria de Macerata, que virou chefe da Diretoria Geral dos Índios em Cuiabá. Macerata era chefe da missão em Albuquerque e sua chegada provocou a vinda para a região que trouxe cerca 400 guanás.

 

“Os guanás tem uma importância muito grande para a constituição e a formação do que hoje é a chamada Várzea Grande”, conta Verone. Ela admite que a história dos guanás foi invisibilizada pela história oficial, que dá mais destaque ao acampamento Couto Magalhões. O historiador Suelme Fernandes, que estudou o acampamento, concorda com a pesquisadora.

 

“O acampamento não estava em Várzea Grande, falaram isso para promover Couto Magalhães, a logística começou com o aldeamento indígena dos guanás, eu acho muito mais razoável isso”, critica o historiador.

 

Confira reportagem completa na edição do Jornal A Gazeta

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