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desvios de R$ 10 milhões 22.10.2019 | 14h20

Vídeo mostra momento da prisão de Valdir Piran em Brasília

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Pablo Rodrigo e Yuri Ramires

redacao@gazetadigital.com.br

João Vieira

João Vieira

Atualizada às 21h13 - Defesa de empresário pediu a sua tranferência para Mato Grosso. 

 

Empresário Valdir Piran, apontado como líder da quadrilha que desviou dinheiro de softwares voltado à Educação de Jovens e Adultos, será ouvido em Brasília (DF), onde foi preso pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (22), durante a Operação Quadro Negro.

 

Em coletiva de imprensa, o delegado Luiz Henrique Damasceno informou que não tinha certeza se Valdir seria trazido para Cuiabá, já que tem residência fixa na Capital Federal. No entanto, conforme o apurou, ele já está sendo ouvido pelo delegado Rafael Mendes Scatolon. 

 

Piran está preso na carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE), no Conjunto D. E lá será ouvido a partir das 14h.

 

Leia também - Conheça os integrantes do esquema que desviou R$ 10 milhões do Estado

 

Imagens registradas em vídeo mostram o momento em que os investigadores da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) chegam no apartamento de Piran e anunciam o cumprimento do mandado de busca e apreensão. 

 

Ele é apontado como líder da quadrilha que desviou um montante de R$ 10 milhões por meio de dois contratos firmados entre o Centro de Processamento de Dados do Estado (Cepromat) – atual Empresa Mato-grossense de Tecnologia de Informação (MTI) – e Secretaria de Estado de Educação.

 

No histórico de Piran, consta que ele é um dos financiadores de grandes grupos políticos do Estado, bem como suas campanhas, como é o caso dos ex-governadores Blairo Maggi e Silval Barbosa. 

 

Já na investigação da operação Quadro Negro, investigadores concluíram que os desvios realizados pelas empresas fantasmas de tecnologia seria para quitar uma dívida entre Silval e Piran.

 

A apuração teve como base uma auditoria da Controladoria Geral do Estado (CGE), além das delações já feitas por Silval Barbosa e do ex-secretário Pedro Nadaf, que já haviam deixado claro que Piran quem propôs o contrato entre o Estado e as empresas fantasmas.

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