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MULHERES NA POLÍTICA 18.11.2020 | 15h26

Vereadora destaca sinal divino e apoio da primeira-dama

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João Vieira

João Vieira

Eleita com 2.841, a jornalista Michelly Alencar (DEM) afirma que a vitória não a surpreendeu, pois foi resultado de uma campanha de muito trabalho. Ao , a vereadora disse que sempre pensou em disputar um cargo político, mas a ideia só passou a ser amadurecida com mais profundidade no ano passado.


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A falta de representatividade feminina na política sempre foi algo que a incomodou e principal incentivo para se propor a ocupar esses espaços e dar voz às mulheres e as causas que tantos as aflige. Sua gestão será pautada em três pilares: mulher, social e esporte.


“Essa falta de representatividade me fez pensar em porque ao invés de reclamar, nós, mulheres, não nos colocamos à disposição desse pleito. Esse é um desafio de abrir mão do individual, do meu trabalho. É abrir mão do conforto pelo confronto. Um confronto que vai beneficiar muitos outros. Foi isso que me motivou”, revela a vereadora eleita.


Além do aspacto da representatividade, Michelly menciona que a mudança na política que se faz hoje também foi um propulsor. Ela, que tem 3 filhos, dois meninos e uma menina, afirma que a política de hoje não é a que ela deseja que eles encontrem quando tiverem idade para irem às urnas.


Além dessa vontade latente por mudança, a comunicadora lembra que um episódio após o culto de sua igreja foi decisivo para que buscasse respostas sobre disputar o Legislativo municipal.


“Os colegas de trabalho sempre falavam que eu tinha vocação para política, mas eu não me via nesse lugar. Não entendia como isso poderia acontecer. Até que um dia, um pastor que não me conhecia tocou no meu ombro e perguntou: está pronta para ser vereadora? Foi chocante na hora e eu desconversei. Entendi que foi um sinal”, relata.


Depois dessa abordagem, Michelly Alencar conta que passou a ser convidada para se filiar a partidos políticos. Pelo menos 4 siglas a convidaram para integrar o grupo e disputar o cargo de vereadora. A amizade com a primeira-dama, Virginia Mendes, também contribuiu com incentivo e apoio na campanha.


“Falei com ela o que havia ocorrido e perguntei o que ela achava, porque ela entende muito de política e bastidores. Ela me disse ‘eu acredito em você e você me representa’. Me falou, claro, de muitas coisas ruins da política, mas concluiu dizendo que eu conseguiria”, explicou.


Além de Michelly, ocupa cargo de vereadora a professora Edna Sampaio (PT). Em todo o Mato Grosso, 15 mulheres foram eleitas prefeitas. O número ainda é baixo se comparado aos homens que ocupam cargos políticos, mas é uma melhora na visão da vereadora. É um sinal de que as pessoas querem mudança e que as mulheres tem mais tato para certos setores.


“As mulheres precisam se propor e também enxergar a representatividade em nós. Tudo para a mulher é mais difícil. Exige muito mais empenho. A campanha para mim foi muito difícil. Minha caçula fez 4 aninhos no meio da campanha. Ela queria que eu desse banho nela, queriam atenção e eu chegava em casa cansada e precisava atender a essas demandas. Se eu fosse homem, poderia chegar em casa e dormir, mas eu sou mulher e não posso me dar a esse luxo. Tenho que fazer essas coisas. Minha filha queria que contasse história para ela dormir, tenho que fazer. Para mulher tudo é mais difícil e eu não tenho a ilusão de que isso vá mudar”, afirma.


Na opinião da vereadora eleita, homem e mulher têm seu papel e devem usufruir deles com autoridade. “O momento da mulher ser subjugada já passou. Não dá para se calar. A política é diálogo. É hora das mulheres serem ouvidas, sim. Existem situações que só a mulher entende. Homem não entende o que é uma gestação, o que é o coração de uma mãe quando vai deixar o filho na creche. A mulher tem mais sensibilidade e entende melhor a maneira de enfrentar algumas batalhas”, opina a jornalista.


Para ela, é preciso investir em políticas que cuidem da base, da mulher, da família, do social para que as pessoas possam se desenvolver. Entre os planos apontados pela vereadora está o amparo à mulher vítima de violência doméstica, com acompanhamento psicológico a fim de que resgatem seu autovalor, capacitação para que tenham renda e também orientações para planejamento financeiro para que possam se sustentar e aos filhos.


Michelly explica que não será uma vereadora assistencialista, mas tem foco em projetos que ajudem as pessoas para que possam trabalhar e ter uma vida melhor.


Durante entrevista ao , a vereadora falou muito da presença de Deus em sua vida e dos sinais e esclarecimentos recebidos para enfrentar a política. Também destacou que começou a trabalhar muito cedo, aos 10 anos, ajudando o pai a vender galinha, já foi doméstica, babá, vendedora e assim como nunca teve medo do trabalho, seu mandato será se muito trabalho na Câmara de Cuiabá


“Quero dar voz às pessoas. Essas vozes clamam por ajuda e não quero que sintam que estão esquecidos”, afirma.

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Comentários

waldomiro lopes - 19/11/2020

POR SER MULHER DESEJO QUE FAÇA BOA REPRESENTAÇÃO DA NOSSA CAPITAL, NA CÂMARA MUNICIPAL, COM A PROTEÇÃO DE DEUS

Maury - 19/11/2020

Que Deus a conserve com esse pensamento. A política necessita de agentes que entendam, de fato, de pessoas. O ser humano precisa ser tratado com respeito, pois é criatura de Deus. Ser agente em prol do povo é renunciar a si mesmo. Há muitos enganos. Candidatos(as), muitos deles(as), afirmam quererem cuidar do interesse da coletividade, mas, lá no interior do ego, o interesse é em causa própria. Deus permite muitos se elegerem mesmo enganando, mas um dia isso cessa. A Bíblia nos traz o conselho de Deus em Êxodo 18:21 - NVI (Nova Versão Internacional), vejamos: “Elegei homens sábios, inteligentes e competentes, para cada uma das vossas tribos, e eu os constituirei vossos chefes!” Dt (1:13)” No mesmo sentido, assim continua a orientação bíblica: “Mas escolha dentre todo o povo homens capazes, tementes a Deus, dignos de confiança e inimigos de ganho desonesto. Estabeleça-os como chefes de mil, de cem, de cinquenta e de dez. “ Que se cuidem a grande parte dos homens, procurem serem sinceros diante de Deus, senão daqui a alguns anos, as mulheres também decidiram os destinos da nação. Em casa a gente já sabe que elas mandam. Que continuem mandando”

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