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Cuiabá, Sexta-feira 03/04/2020

Política de MT - A | + A

Deu em A Gazeta 25.03.2020 | 07h35

Vereadores decidem se 'doam' verba no valor de R$ 18,6 mil

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Lázaro Thor Borges

lazaro@gazetadigital.com.br

João Vieira

João Vieira

Vereadores de Cuiabá vão se reunir nesta quarta-feira (25) para discutir se devolvem ou não a verba indenizatória (VI) que cada um recebe, no valor de R$ 18,6 mil. A reunião será de portas fechadas e não contará com a presença da imprensa.

Na prática, a verba indenizatória funciona apenas para o exercício do mandato e, como os vereadores não estão trabalhando, a lógica seria a da devolução. Os vereadores enfrentam, desde a última semana, repercussão negativa assim que a Câmara decidiu adiantar o salário de servidores e dos próprios parlamentares.

 

Um texto compartilhado entre os parlamentares cuiabanos cita que a reunião ocorrerá às 15 horas no prédio da Câmara e vai atender às medidas de segurança sanitárias para evitar o contágio que pode ser provocado pelo novo coronavírus. Na última segunda-feira (23), o legislativo cuiabano suspendeu os trabalhos presenciais e informou que as sessões seriam por videoconferência.

 

“Considerando a necessidade de deliberar sobre o pagamento ou não da verba indenizatória (VI.) no período de suspensão das atividades da CMC, convoco a todos os vereadores para uma reunião presencial amanhã (25/03 quarta-feira) às 15h no prédio da Câmara Municipal”, diz trecho do convite para a reunião.

 

A mensagem também informa que, por recomendação do Dr. João Leopoldo Baçan, médico da Câmara de Cuiabá, a reunião deve ser breve e estão dispensados os vereadores com mais de 60 anos de idade, além de outros que podem se enquadrar no grupo de risco.

 

“Os portadores de comorbidades como hipertensão arterial, diabetes melittus, imunossuprimidos, os portadores de doenças oncológicas, os portadores de doenças pulmonares crônicas e ainda os que estão em quarentena recomenda por profissional de saúde”, afirma outro trecho do convite.

 

A reunião será realizada na sala de reuniões da presidência, com distância mínima entre os participantes. O médico da Câmara também recomendou evitar o contato físico entre os participantes e a presença de assessores dos vereadores, uma vez que com maior número de pessoas a aglomeração também aumenta.

 

Os salários dos vereadores referentes a março foi antecipado por causa da suspensão das atividades durante a pandemia de coronavírus. Normalmente os salários são pagos no dia 30 de cada mês, mas dessa vez a folha de pagamento foi quitada no dia 19.

Além dos 25 vereadores, a Câmara tem mais de 500 servidores, sendo 88 servidores efetivos e 426 servidores comissionados. Desde terça-feira (17), o expediente está suspenso no Legislativo municipal. Todos os servidores foram liberados.

 

A portaria assinada pelo presidente da Casa de Leis, vereador Misael Galvão (PTB), determinou a paralisação até a última segunda-feira (24), quando a Câmara publicou nova alteração determinando a realização de sessões virtuais.

 

Devolução de recursos
A repercussão negativa da antecipação de salários fez com que alguns vereadores fossem a público informar que devolverão as verbas indenizatórias a que tem direito. A devolução surgiu como ideia de vereadores de oposição, como Diego Guimarães (PP) e Felipe Wellaton (PV).

 

Guimarães, por exemplo, publicou em suas redes sociais a promessa de que doará todo seu salário, de R$ 15 mil, para auxiliar no combate a pandemia do novo coronavírus. O parlamentar criticou a postura da Câmara sobre a antecipação dos valores.

 

‘Desafio vereadores, prefeitos, deputados estaduais, deputados federais, senadores, governadores, presidente, juízes, promotores, desembargadores, ministros e outros servidores do alto escalão fazerem o mesmo’, disse.

 

O vereador de Cuiabá, Felipe Wellaton (PV), afirmou, por meio de nota, que vai devolver a verba indenizatória e propor a redução salarial de todos os legisladores da Câmara Municipal de Cuiabá, durante o período em que o poder ficará fechado no combate ao coronavírus.

 

“Abrirei mão das verbas indenizatórias e irei propor a redução salarial enquanto houver o combate ao coronavírus, e espero que todos façam o mesmo”, declarou Felipe. Ele lembrou que durante o mandato já tem recusado algumas benesses oferecidas aos vereadores em prol do seu trabalho legislativo.

 

“Fui o primeiro vereador a entrar com uma ação para reduzir o duodécimo, com economia de R$ 6,7 milhões, não faço uso de veículo alugado, celulares, diárias e verbas retroativas. Temos o gabinete mais econômico e enxuto da Casa, prezamos por baixo custo, alto impacto e propósito forte”, afirmou ele.

 

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Comentários

Ana Maria - 25/03/2020

"Doar"???? O dinheiro é nosso!!!!!!

1 comentários

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