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irregularidades 17.06.2019 | 17h20

CPI do BNDES ouvirá Joaquim Levy no dia 26

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Marcelo Camargo/ABr

Marcelo Camargo/ABr

A comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados que investiga supostas irregularidades no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ouvirá o ex-presidente da instituição Joaquim Levy, no dia 26 deste mês, às 14h30.  Levy pediu demissão do cargo neste domingo (16) após críticas do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o presidente da CPI, deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), o requerimento para convocação de Levy já havia sido aprovado pela comissão em abril. Dessa forma, mesmo após ter se demitido do cargo, Joaquim Levy é obrigado a comparecer à comissão. 

 

“Quero acrescentar, a bem da verdade, que o senhor, então presidente do BNDES, Joaquim Levy, comprometeu-se com todos os contatos que teve com essa comissão a colaborar com os trabalhos da CPI. Portanto, nós imaginamos que a presença dele é muito importante para esclarecimento de vários fatos”, afirmou. 

 

Demissão

Joaquim Levy pediu demissão do cargo de presidente do BNDES na manhã deste domingo (16) um dia após ter sido alvo de críticas do presidente da República. No sábado, Bolsonaro disse que Levy estava "com a cabeça a prêmio há algum tempo. Estou por aqui com o Levy”, afirmou o presidente em frente ao Palácio da Alvorada, pouco antes de embarcar para um evento no Rio Grande do Sul.

 

O motivo do descontentamento, afirmou Bolsonaro, foi a nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto para o cargo de diretor de Mercado de Capitais do BNDES, responsável pelos investimentos do BNDESPar, braço de participações acionárias do banco de fomento, que administra carteira superior a R$ 100 bilhões.

 

O presidente pediu que Levy demitisse o diretor. Para Bolsonaro, o nome deste não era de confiança, e “gente suspeita” não poderia ocupar cargo em seu governo. Ainda na noite de sábado (15), Barbosa Pinto entregou a carta de renúncia ao cargo. Ele foi chefe de gabinete de Demian Fiocca na presidência do BNDES durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

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