Publicidade

Cuiabá, Sexta-feira 28/02/2020

Política Nacional - A | + A

02.04.2015 | 09h05

CPI pode blindar Eraí por doações de campanha

Facebook Print google plus

Deputados estaduais Wilson Santos (PSDB) e Wancley Carvali (PV) podem ser limados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da sonegação e renúncia fiscal por tentarem ‘blindar’ o empresário Eraí Maggi (PP), devido ele ter financiado a campanha de cada um em 2014. O tucano já estaria dando claros indícios de que quer tirar o progressista da mira das investigações.

Segundo a lista de doadores de campanhas eleitorais, Eraí teria doado R$ 100 mil à Santos, enquanto Wancley contou com R$ 25 mil. O recurso chegou a ele por meio de uma doação feita pelo hoje deputado federal Ezequiel Fonseca (PP).

Na última terça-feira (31), o também líder do governo chegou a alertar os demais membros para que não cometessem a mesma ‘injustiça’ que o ex-deputado José Riva (PSD) teria feito contra o empresário. Na ocasião, foi aprovada o voto separado na CPI das Cooperativas, encerrado no ano passado.

O documento apontava indícios de que Eraí teria sonegado quase R$ 300 milhões em ICMS por meio de um esquema fraudulento que envolveria a Cooperativa Agroindustrial de Mato Grosso (Cooamat), da qual é associado, e o grupo Bom Futuro, do qual é proprietário.

O relatório final desta CPI já foi requerido pela CPI da sonegação para embasar a atuação da sub-relatoria que vai se aprofundar nas denúncias de fraude envolvendo o setor cooperativista, trabalho que ficará sob responsabilidade de Wancley. O texto, no entanto, já foi duramente combatido por Wilson, que questiona o fato de Riva não ter sido relator da comissão, embora tenha partido dele o voto que se tornou o relatório final, e de somente a Cooamat ter sido alvo das investigações.

Apesar disso, o tucano sustenta que sua atuação na CPI da sonegação não será “contaminada”. “Não tenho compromisso nenhum com o Eraí e isso vai ficar comprovado no dia-a-dia da Assembleia. Na verdade, eu nem considero que a contribuição dele tenha sido diretamente para mim. Foi para um bloco de candidatos e não individualizada”, argumentou.

Wancley também afirmou não ver problemas na situação, argumentando que as doações a sua campanha foram indiretas. “Houve a doação, mas ela foi por meio do deputado Ezequiel. Eu não tenho e não tive nenhum contato com o Eraí. Além disso, a CPI deve se focar em investigar fatos. Por enquanto não estamos investigando ninguém, mas avaliando práticas que, daí sim, podem levar a empresas. Mas da minha parte não vai haver qualquer direcionamento”, sustentou. As Informações são da repórter Laura Nabuco, do jornal A Gazeta.
 

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Edno sales - 03/04/2015

Neste mato tem coelho, estas CPI não vira nada, e a mesma coisa de deixar os macaco guardando o depósito de bananas.

Fernandez lopes - 02/04/2015

investiguem o deputado Emanuel Pinheiro e voces vão encontrar muita coisa

2 comentários

1 de 1

Enquete

Número de delações premiadas significa que MT está sendo passado a limpo?

Parcial

Edição digital

Sexta-feira, 28/02/2020

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem

Publicidade

btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 21,25 1,43%

Algodão R$ 115,18 1,08%

Boi a Vista R$ 130,56 -0,21%

Soja Disponível R$ 72,50 -0,55%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

Publicidade

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados, Gráfica Millenium e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2019 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.