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confusão 06.12.2019 | 09h04

Deputados de SP partem para agressão e suspendem sessão da Previdência estadual

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Reprodução/Twitter

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O PSL (Partido Social Liberal) está dividido em relação a reforma da Previdência do Estado de São Paulo, proposta pelo governador João Doria (PSDB). O tema tem culminado em desalinhamento de partido da base e até em agressões entre deputados estaduais.

 

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“Estamos batendo ponto a ponto, analisando todas as emendas propostas, mas está bem dividido. Hoje está mais contrário do que a favor”, afirma à reportagem um deputado do PSL.

 

Policial há mais de 30 anos, o deputado estadual Major Mecca (PSL-SP) disse publicamente que é contra a reforma de Doria. “É um sentimento de decepção, de descontentamento muito grande dos integrantes das forças públicas de São Paulo. Essa reforma é uma ofensa ao poder legislativo, porque o deputado tem direito a estudar projetos, de analisar as reformas, de construção de convicção sobre um projeto que para cá (Assembleia Legislativa) é encaminhado”, afirmou.

 

O tema fez com que membros do PSL se junte a partidos da oposição, como PT. “Não estamos fechados, mas estamos conversando sim. Claro, cada um lutando pela sua base e unindo esforços para melhorar para todo mundo”, contou o deputado estadual Delegado Bruno Lima (PSL-SP).

 

A afirmação foi confirmada também com a deputada Professora Bebel (PT-SP). “Sim. Está tendo conversas com o PSL, sim. Na verdade, a gente vai conversar com todo mundo para barrar o projeto”, disse.

 

O projeto tucano tem enfrentando divergência, inclusive, com parlamentares da base do governo. “Eu sou contra. A Previdência em Brasília foi discutida durante anos. Não é em um mês que vamos aprovar aqui na Assembleia. Já está errado aí, de fazer o atropelo, o rolo compressor como chamam”, disse o deputado Coronel Telhada (PP-SP).

 

“A malvadeza com a polícia civil, científica, com a SAP é desnecessária. Eu entendo que como policial estou sossegado, mas como funcionário público não posso aceitar isso. Do jeito que está, voto contra e trabalharei contra”, acrescentou.


O debate sobre a Previdência na Assembleia Legislativa atingiu o ponto máximo na noite de quarta-feira (5), quando parlamentares trocaram agressões. O deputado Arthur do Val (sem partido) discursava sobre a ofensa de Ênio Tatto (PT). “Ele subiu na tribuna e falou que a Janaína Paschoal (PSL) sentou no colo do João Doria. Isso é inadmissível, um desrespeito. Depois, ficou falando mal do PSDB”, contou.

 

A assinatura de contratos de publicidade teria sido, segundo o parlamentar, o estopim. "Está engasgado na minha garganta e não aguento mais: o pessoal da Casa assinou um contrato de R$ 40 milhões com uma agência de publicidade. Esses vagabundos, quando vão proteger o deles, fazem esquema com agência de publicidade, assinam quietos. Quando falamos [sobre a questão em plenário], querem sair na porrada, porque são truculentos", desabafou o deputado, também conhecido como Mamãe Falei.

 

Tatto, por sua vez, admitiu que usou termo inadequado ao discutir com Paschoal e, no local, pediu desculpas a deputada. “Eu falei que politicamente ela havia caído no colo do governador Doria. É bem diferente de dizer que havia sentado no colo dele”, argumentou.

 

O petista acredita, no entanto, que a indignação de Mamãe Falei ocorreu pelo fato de o próprio ter chamado a militância que acompanhava a sessão de “vagabundos”. “Ele é um provocador barato. Pediu para falar por dez segundos e só provocou a plateia. Disse que teriam de ter estômago para ouvi-lo. Chamou de vagabundos por quatro vezes. Foi advertido pela presidência. Virou tumulto e parti para cima dele”, declarou Tatto.

 

Vídeos gravados por presentes no plenário e pela TV da Assembleia mostram empurra-empurra, bate-boca e empurrões. Após a confusão, a sessão foi suspensa pelo presidente Cauê Macris (PSDB).

 

O petista anunciou que levaria o deputado ao Conselho de Ética com pedido de cassação de mandato por quebra de decoro. Mamãe Falei já foi advertido neste ano – na ocasião, uma advertência verbal foi aplicada ao parlamentar por ter se referido aos colegas como “vagabundos”.

 

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