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R$ 2,5 milhões 11.09.2019 | 15h36

MP investiga deputado federal, marido de Greenwald, por 'movimentações atípicas'

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Michel Jesus/ Câmara dos Deputados

Michel Jesus/ Câmara dos Deputados

O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) enviou um relatório ao Ministério Público do Rio apontando “movimentações atípicas” feitas pelo deputado David Miranda (PSOL-RJ), marido do jornalista Glenn Greenwald. Ao todo os valores das transações feitas em sua conta bancária entre abril de 2018 e março de 2019 somam R$ 2,5 milhões.

 

Baseado no documento, o MP-RJ abriu uma investigação e tentou quebrar o sigilo fiscal e bancário do deputado por "possível evolução patrimonial incompatível com a do então vereador municipal", mas teve tal pedido barrado pela 16ª Vara de Fazenda Pública do Rio de Janeiro.

 

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O órgão, agora, pretende ouvir tanto David quantos outros 4 assessores e ex-assessores que estariam envolvidos em um possível esquema de "rachadinha", em que estes funcionários repassariam valores de seus salários para o ocupante do cargo principal.

 
 

O relatório do Coaf não tinha Miranda como objeto principal de investigação, mas, ao apurar supostas ilegalidades em gráficas no município de Mangaratiba (RJ), foi encontrado o contrato do deputado e, por isso, David acabou tendo as movimentações financeiras de sua conta enviadas ao órgão.

 

A assessoria de David Miranda no Rio afirmou ao R7, que o cargo na Câmara não é a única fonte de renda do deputado (salário de R$ 33,7 mil), já que tem participação em empresas tanto no Brasil, quanto nos Estados Unidos, nas quais é sócio de seu marido. Segundo Miranda, “as movimentações são compatíveis com sua renda familiar”.

 

O deputado ainda afirmou que está averiguando o conteúdo do relatório, já que identificou informações estranhas no documento. Ele afirmou, ainda, que os depósitos fracionado, entre R$ 2,5 mil e 5 mil, detectados pelo Coaf vêm dessas outra fonte de rendas. Miranda afirma que prestará os demais esclarecimentos no Judiciário.

 

Na última eleição, em 2018, David declarou patrimônio de R$ 353,4 mil à Justiça Eleitoral.  Já na eleição de 2016, o patrimônio declarado era de R$ 74.825,00. Miranda não foi diretamente eleito no pleito do ano passado, mas herdou a vaga no congresso após desistência de seu colega de partido, Jean Wyllys.

 

O deputado David Miranda divulgou na tarde desta quarta-feira (11) uma nota sobre o assunto, que você lê abaixo, na íntegra:

 

Há duas semanas, soube por meio de matéria jornalística que havia um procedimento aberto pelo MP-RJ que investigava minhas movimentações financeiras, procedimento que supostamente corria em segredo de justiça. No mesmo consta movimentação de R$ 1,3 mi em minha conta bancária. Quando o MP se refere a movimentação financeira, soma entrada e saída em conta bancária — o que induz à percepção de que o dinheiro que passou pela conta foi o dobro do que realmente a conta movimentou.

 

Como eu disse anteriormente, o relatório enviado pelo COAF ao MP-RJ — dois dias depois que meu marido, o jornalista Glenn Greenwald, deu início à publicação da série de reportagens com revelações sobre a Lava Jato — mostra uma quantia totalmente compatível com a renda de nossa família. Desde o início da Vaza Jato, esperávamos este nível de retaliação e desinformação deliberada.

 

Para além da renda de parlamentar, possuo sociedade com meu marido em uma empresa com projetos importantes. O salário anual do Glenn — como co-fundador e jornalista investigativo do portal The Intercept e da Intercept Brasil — é informação pública, porque essas empresas são ONGs. Qualquer jornalista pode compará-lo com os valores reportados pelo COAF para constatar a compatibilidade óbvia. Além disso, seus projetos — dos quais participei como parceiro — incluem livros que figuram nas listas dos mais vendidos do mundo, filmes e palestras.

 

Sobre a tal gráfica citada na matéria, não faço ideia do que se trata, nunca rodei material em Mangaratiba. Sempre fiz meus materiais de divulgação na cidade do Rio e, poucas vezes, em Niterói.

Na semana passada, o juiz negou o pedido do MP-RJ para quebrar meu sigilo bancário, para que eu pudesse enviar os documentos que demonstram a origem dessa renda. Nossos advogados estão fazendo exatamente isso para cumprir a ordem do juiz. A única ilegalidade existente é a praticada por aqueles que vazam essas informações para prejudicar minha reputação como retaliação pelas reportagens do Intercept. Estou aguardando a citação da justiça para explicar detalhadamente meus rendimentos.
DAVID MIRANDA

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