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Política Nacional - A | + A

criticou a política de isolamento 25.09.2020 | 08h47

Presidente Jair Bolsonaro volta a defender retorno das aulas presenciais

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Marcos Corrêa/PR

Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro voltou defender na última quinta-feira (24) o retorno das aulas presenciais em escolas. Ele também reafirmou que houve uma "politização" relacionada à pandemia do novo coronavírus, além de uma "pressão enorme" para manter a política de isolamento. "As aulas têm que voltar", disse ele.

 

O chefe do Executivo sugeriu que pessoas abaixo de 40 anos não sofrem tanto com os efeitos da covid-19. "A chance de pegar o vírus existe para todo mundo, mas uma quantidade, um porcentual enorme, não atinge em nada as pessoas, nem aquela gripezinha ela pega", afirmou.

 

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Bolsonaro afirmou que há resistência para o retorno às aulas em colégios militares. "Estamos tendo problemas em colégios militares porque tem muitos professores civis, são sindicalizados, e uma pressão enorme para o continue ficando em casa. É uma politização do vírus", destacou.


O presidente também recomendou que pessoas com comorbidades e idade avançada tomem os devidos cuidados enquanto se espera uma vacina, mas criticou a política de isolamento.

 

"É o que falava lá atrás, é tomar cuidado quem tem comorbidade, esperando uma vacina e um remédio comprovado cientificamente, mas não adianta, vai acabar pegando. E ficando em casa não resolve nada porque um dia vai ter que sair da toca, sair de casa", disse.

 

Em tom humorado e reforçando seu posicionamento de que o contágio pelo coronavírus é inevitável, o presidente disse ao ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, que ele também pegaria a doença eventualmente. "Não vou rogar praga não, mas você vai pegar", disse.

 

Preservação ambiental

Acompanhado do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, Bolsonaro afirmou ainda ter recusado ajuda financeira estrangeira para a preservação ambiental, no ano passado, por temer "perda de soberania".

 

O presidente voltou a rebater críticas sobre a atuação do governo no combate à queimadas e disse que há um "jogo econômico" por trás do interesse de países e organizações internacionais quanto ao meio ambiente brasileiro.

 

"Tem países oferecendo alguns milhões de dólares para a gente para reflorestamento e tiveram embate comigo ano passado. Eu não aceitei isso porque a troca seria perdermos parte da soberania na região Amazônia", declarou.

 

Em agosto do ano passado, Bolsonaro recusou ajuda financeira de países do G-7, anunciada pelo presidente da França, Emmanuel Macron, para combater os incêndios florestais na Amazônia.

 

"Agora, por que esses países em invés de dar dinheiro para nós reflorestar, não reflorestam os seus países?", questionou Bolsonaro. Na live desta quinta, Bolsonaro reforçou o seu discurso de que o Brasil "é o país que mais preserva o meio ambiente", além de destacar a matriz de energia limpa do País.

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