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Persistir sempre!

Saulo Gouveia

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Para o resto da vida vale lembrar a história do Wallace Leal: Quando menino, eu era muito inconstante e preguiçoso. Faltava-me persistência. Um dia, meu avô mostrou-me um balde cheio de água com uma pera, lisa e brilhante flutuando. Então me disse: Você quer essa pera, não quer? Pois ela será sua. Mas terá de apanhá-la, sem o auxílio das mãos, só com os dentes.

 

A pera era tentadora e eu atirei-me à tarefa que, de início, até me pareceu divertida. Entretanto, aos poucos, fui me cansando e terminei por desistir, sem lograr o objetivo. Meu avô, porém, incitava-me a tentar de novo, a redobrar esforços. E, ao cabo de algum tempo - eu já estava com as costas doendo e alagado de suor -, consegui abocanhar a fruta.

Então ele me disse bondosamente: Você viu como é agradável a sensação que teve ao vencer? Se quiser ter para si os frutos bons da vida e sentir essa maravilhosa emoção que o faz sorrir, lembre-se sempre disto: é preciso persistir, persistir e persistir. Tome, a pera é sua, agora tem mesmo direito a ela.

 

Essa lição valiosa sempre deve ser lembrada toda vez que der vontade de parar no meio do caminho de um projeto ou da realização de um sonho. A não ser que tenhamos escolhido o sonho errado e descobrimos no meio da estrada que não tem nada a ver conosco. Mas, muitas vezes usamos essa desculpa para justificar a preguiça e a falta de coragem para persistir.

Nesse aspecto vale lembrar a trajetória do filho mais velho de um ferreiro que aos oito anos, já havia construído uma bicicleta e, aos 13 já tinha uma série de pequenas invenções. Quando tinha 16 anos foi trabalhar em uma oficina em Tóquio. Apaixonado pelas corridas automobilísticas a partir de 1930 começou a conquistar recordes de velocidade.

 

Sua carreira foi interrompida em 1936 por um violento acidente, com um Ford incrementado, no All Japan Speed Rally. Ele desiste? Não! Em 1937, investe tudo o que tem e até penhora as joias da esposa numa pequena oficina. Quando apresentou seu trabalho a uma grande empresa não foi aceito. Ele desiste? Não! Volta a colocar empenho e mesmo sob a descrença dos amigos persiste. Dois anos após, a mesma grande empresa fecha contrato com ele.

 

Durante a guerra, ele que produzia hélices para a Força Aérea japonesa vê sua fábrica ser bombardeada duas vezes. Ele desiste? Não! Reconstrói sua fábrica, mas, um terremoto novamente a arrasa. Ele desiste? Não! Pelo futuro incerto, vende sua fábrica para a Toyota. Na escassez de gasolina após a guerra ninguém pode andar de carro e os trens andam superlotados. Ele coloca um motor em sua bicicleta criando aí a primeiro moto do mundo.

 

Sem capital para nova invenção, ele desiste? Não! Pede ajuda para milhares de lojas espalhadas pelo país. Mais de cinco mil delas lhe adiantam o capital para comprar motores usados em geradores e adaptar em bicicletas. Começa a vender os primeiros ciclomotores.

 

Em 1991 Ayrton Senna chorou ao saber da morte do amigo Soichiro Honda fundador de uma das maiores indústrias do mundo: a Honda Corporation. A parceria Honda e Senna gerou grandes resultados pelos dois grandes teimosos exemplos de superar obstáculos.

 

E você desistiria? Se pensou nisso pelos resultados conseguidos até agora, reflita na frase de Shichiro: Eu vivo no presente, para construir o futuro, com a experiência do passado. Pense nisso, mas pense agora.

 

Saulo Gouveia é consultor financeiro e organizacional e atua oferecendo novos significados para viver as virtudes em abundância.  saulocarvalho@seubolso.com.br ou www.seubolso.com.br.


Fonte: Gazeta Digital

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