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Funcionários da Santa Casa esperam por resposta de salários atrasados

João Vieira

João Vieira

Técnico em radiologia Reginaldo Gonçalves Dias, 41, está parado há mais de 50 dias, quando a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá fechou suas portas devido à uma crise financeira instaurada na unidade. Há pelo menos 8 meses, contudo, quando deixou de receber seu salário, ele faz bicos de pintor e eletricista para conseguir sustentar seus 5 filhos.

 

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Ao menos 700 profissionais da unidade filantrópica cobram por um posicionamento do Governo do Estado. Isto porque no início de maio, dia 2, foi anunciado uma requisição administrativa em que o governo deve assumir as acomodações da Santa Casa. Contudo, os salários atrasados e as dívidas não foram assumidas.

 

De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, os funcionários devem ser contratados de forma emergencial nesta nova fase. Um processo seletivo deve ser feito em aproximadamente 6 meses. Não há a estimativa do pagamento dos salários dos funcionários. 

 

"Alguém faça alguma coisa pela gente, alguém lute pela gente para que nossos empregos e nossos salários sejam pagos, nossos empregos sejam mantidos e nossa dignidade seja mantida. A gente não pode ficar na rua da amargura, sem emprego e sem salário. O que será dos trabalhadores da Santa Casa?", clamou um funcionário nas redes sociais. 

 

Também técnico em radiologia, Alexandre de Almeida, 34, trabalha há 13 anos na Santa Casa. Ele contou que desde o ano passado houve a dificuldade de receber os salários e, por isso, foram organizadas diversas greves. 

 

"Queremos receber pelo menos o salário. Queremos voltar a trabalhar e receber o que é de direito. Se você trabalhou você vai brigar para receber. O grande questionamento é que eles não vão assumir direito trabalhista de funcionário algum, o que é natural, mas também não apresenta nenhuma contraproposta", disse. 

 

De acordo com o representante dos Profissionais da Enfermagem de Mato Grosso (Sinpen) Dejamir Soares, o Estado se manifestou no sentido de depositar o dinheiro da locação em uma conta para que a sociedade mantenedora da Santa Casa quite suas dívidas com os funcionários. 

 

"Está agendada uma reunião para amanhã [10] para decidir isso. O Estado se pronunciou no sentido de adiantar alguns aluguéis para que os $ 8 milhões devidos aos funcionários sejam quitados. Mas ainda vamos discutir isso", finalizou.


Fonte: Gazeta Digital

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