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Em meio à lama, peritos acham ossada da segunda vítima

João Vieira

João Vieira

Outra ossada foi encontrada no quintal de Adilson Pinto da Fonseca, 48,no bairro Nova Conquista, em Cuiabá, na manhã desta terça-feira (14). Não há a confirmação, ainda, que seja da ex-mulher do acusado, Benildes Batista de Almeida, 39.

 

Nesta terça-feira (13), a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), conseguiu encontrar os restos mortais de Talissa de Oliveira Ormond, 22. Ossada estava enterrada a mais de 1 metro de profundidade perto da calçada. 

 

Restos mortais só foram encontrados após a confissão do suspeito, ouvido na segunda-feira (14) pelo delegado Fausto José Freitas, que comanda a investigação. 

 

De acordo com vizinhos do suspeito, ele era um cara calmo que não parecia ter um lado sombrio. Eles disseram que não suspeitaram porque na época do ocorrido Adilson fazia uma reforma na residência. 

 

Na linha do tempo criada para investigar os crimes, a primeira vítima teria sido Talissa de Olivera Ormond, que na época tinha 22 anos. Ela foi dada com desaparecida no dia 04 de julho de 2013, após sair do trabalho. 

 

A segunda vítima é Benildes Batista de Almeida, de 39 anos. Ela desapareceu em 16 de maio de 2014, um dia antes de embarca para Espanha, onde morava há cinco anos. 

 

Após meses sem nenhum contato, a família buscou a Polícia Federal, acreditando que ela teria desaparecido na Áustria, onde morava, mas foram surpreendidos com a informação de que ela nunca deixou o Brasil. 

 

Comportamento frio  

 

Segundo o delegado Fausto José de Freitas, Adilson tem um comportamento frio e não demonstrou arrependimento pelas mortes das mulheres. Em seu depoimento, o suspeito teria revelado que jogou as vítimas em buracos que ele já havia cavado anteriormente para fazer uma fossa.   

 

"Ele se diz arrependido dos dois casos, na versão dele, mas ele parece muito frio, ele não aparenta e em nenhum momento demonstrou emoção a respeito dessas duas mortes", explicou.   

 

Ainda de acordo com o delegado, a motivação de briga com a Benildes seria porque ele teria casos extraconjugais enquanto ela estava fora do país. Depois de sua morte, hoje em dia Adilson tem um relacionamento com uma prima da vítima.   

 

 


Fonte: Gazeta Digital

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