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Assassino tinha relação de mentiras e provocações com família de vítima

Marcus Vailiant / Reprodução

Marcus Vailiant / Reprodução

Acusado de matar e ocultar o corpo de duas mulheres com quem se relacionou, Adilson Pinto da Fonseca tinha uma relação de mentiras e provocações com a família de Benildes Batista de Almeida, uma de suas vítimas.

 

Leize de Almeida, irmã da vítima, recorda que Adilson foi muito próximo da família e que eles tinham uma relação boa.

 

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Inclusive, ele chegou a trabalhar na empresa do marido dela, mas pediu demissão quando o seu comportamento começou a levantar suspeitas. 

 

“Mesmo depois de ter matado e sumido com o corpo da minha irmã, ele continuou prestando serviços à empresa. Mas, eu já o tinha como suspeito, eu desconfiava muito dele e nossa relação foi ficando azeda”, recorda.

 

Segundo ela, o homem carregava um olhar de culpa.

 

“Eu sentia isso, assim como também sabia que ela estava morta. Ficou um clima muito pesado, até que em 2017 ele pediu demissão e disse ao meu marido que era melhor, pois não queria fazer comigo algo que tinha vontade”. 

 

Família marcada por tragédias 

 

Adilson também tinha um comportamento provocador, Leize recorda. Em um dos episódios, dizia que Benildes estava casada em outro país da Europa e que não queria mais saber da família e dos filhos, por isso não ligava para eles. 

 

O irmão delas também foi alvo das provocações, recebendo mensagens de Adilson o chamando de corno. 

 

Esse irmão foi encontrado morto em dezembro de 2016, o laudo apontou suicídio. 

 

“Foi um momento muito difícil para a minha família. E foi com a morte dele que eu tive a certeza de que ela também estava morta. Ela nunca deixaria de se despedir do nosso irmão, sempre fomos unidos”. 

 

Assim que a equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi cumprir o mandado de busca e apreensão, a família de Benildes foi avisada e participou do primeiro dia de buscas. 

 

A ossada encontrada já no primeiro momento era da primeira vítima, Talissa de Oliveira Ormond, desaparecida desde julho de 2013. 

 

O primeiro dia de buscas foi encerrado e sem sucesso de encontrar os restos mortais de Benildes. 

 

“Ele acabou com a nossa família. Estamos destroçados. É muito desumano tudo o que ele fez, mas falo isso também pela família da Talissa. Elas não mereciam isso”. 

 

Assustado 

 

Em 2013, quando a notícia de que Talissa havia desaparecido e que ele era um dos suspeitos, Leize lembra que ele começou a se comportar de forma estranha. 

 

“Meu marido foi com ele até a casa da família da Talissa. Ele entrou, meu marido ficou esperando. Quando voltou, contou que a menina havia sido encontrada, que tinha viajado”, lembra.

 

A reportagem procurou, mas não conseguiu localizar nenhum familiar da jovem Talissa.

 

 Adilson está preso desde o começo da semana. A Justiça decretou sua prisão preventiva pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver.


Fonte: Gazeta Digital

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