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Forças policiais descobrem que Bombeiro não tinha arma

João Vieira

João Vieira

Atualização às 22h37 - Após 9 horas de negociações, o Bope e o Corpo de Bombeiros resolveram encerrar a ocorrência que envolveu um cabo do Corpo de Bombeiros, sem identidade revelada, que se recusava a sair de casa e receber cuidados médicos. 

 

No início, por conta da situação, achava que o militar estaria armado, fato que não se concretizou nesta noite. 

  

De acordo com a assessoria da PM, após manter contato e diálogo efetivo com o cabo do Corpo de Bombeiro e constatar que ele não estava armado e que não se tratava de uma tentativa de suicídio, as equipes da Polícia Militar(BOPE, 1º Batalhão e Rotam), assim como do Corpo de Bombeiros e Samu, deram por encerrada a ocorrência e se retiraram no local.

 

Por cerca de 9 horas, a ação envolveu dezenas de militares, além da equipe do Samu. 

O tenente-coronel Ronaldo Roque, comandante do Batalhão de Operações Especializadas, explicou que o chamado dirigido à PM apresentava um cenário incerto, não se sabia a natureza da ocorrência, se o militar estava armado e o risco que a situação representava para o próprio cabo e outras pessoas.

 

O caso começou a partir do acionamento do Samu, feito da mãe. Ela teria tido um desentendimento com o filho enquanto tentava convencê-lo a procurar ajuda médica, já que ele havia sofrido uma crise convulsiva, apresentava febre e outras complicações. O Samu, por sua vez, chamou a polícia porque o homem estava trancado em um quarto e não aceitava falar com ninguém, nem mesmo com familiares.

 

O tenente-coronel Roque destaca que a possibilidade de haver arma e de riscos a vida cabo dos Bombeiros e de outras pessoas tornou necessária a adoção de medidas e procedimentos padrões preventivos, entre os quais a negociação. Primeiro, reforça, para resguardar a integridade física do próprio gerador do conflito. Depois, a integridade de todos no ambiente e seu entorno.

 

Conforme Roque, a demora no desfecho se deu principalmente pela falta de certeza da natureza da ocorrência, grau de risco e da recusa do bombeiro militar em conversar como os policiais.

 

No início da noite, ao aceitou dialogar e da conversa com ele, em seguida com a mãe, filhos e outros familiares, o entendimento foi pelo encerramento da atuação do Bope e outras equipes da Segurança, deixando o caso sob responsabilidade da família.

 

 

 

Desde às 11h da manhã de sexta-feira, ele se trancou em uma edícula nos fundos da casa de sua mãe, no bairro Boa Esperança, depois que ela chamou o Samu devido a um surto de ordem psiquiátrica. 

 

Uma das exigências do militar é que os policiais saiam de frente de sua residência. O comandante dos Bombeiros, com quem ele tem bom relacionamento, também está em negociação. 

 

Para a ação, as ruas do entorno foram bloqueadas. Até às 18h30 desta sexta-feira, a ação ainda estava em andamento.  

 


Fonte: Gazeta Digital

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