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Estado recuperou R$ 2,5 bi por causa da delação, diz Silval

João Vieira

João Vieira

“A própria Gazeta fez uma matéria dizendo que o Estado já recuperou mais de R$ 2,5 bilhões por meio da minha delação”, afirma o ex-governador Silval Barbosa sobre valores devolvidos por ele e empresas denunciadas em sua delação premiada. O ex-chefe do Executivo Estadual pondera que o que ele, pessoalmente, devolveu é “infinitamente maior do que que foi beneficiado”.

 

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A afirmativa rebate a auditoria realizada pela defesa do ex-senador Blairo Maggi (PP) que contesta a delação do ex-gestor e os valores declarados e devolvidos por ele à Justiça.

 

A auditoria apontou que Silval afirmou ter desviado mais de R$ 1 bilhão do erário, mas devolveu apenas R$ 70 milhões.
O ex-governador explica que os valores descritos no acordo são referentes aos ilícitos de que ele sabe a existência, mas que nem tudo foi em seu benefício.

 

“O que a imprensa coloca é que o Silval Barbosa roubou R$ 1 bilhão. Não. Eu relatei atos ilícitos de empresas que receberam benefícios de desapropriações, para onde foram os recursos e quem foram os beneficiados. O que eu estou devolvendo é infinitamente maior do que eu aquilo de que eu me apropriei. Tanto que estou me desfazendo de bens de família adquiridos há mais de 25 anos para poder honrar o acordo”, declara.

 

Segundo o delator, os valores estabelecidos para devolução foram arbitrados pelo Ministério Público Federal (MPF), conforme a delação.

 

“Quem tem que devolver e já está devolvendo os valores são as empresas. Como a Gazeta noticiou em matéria, que o Estado já devolveu R$ 2,5 milhões. Vou citar exemplos, a JBS teve incentivo, foram autuados, eles receberam R$ 90 milhões e devolveram R$ 400 milhões, porque o Estado e o Ministério Público está cobrando com multas e correções”, explica.

 

Ele cita também os grupos Rede e Votorantim, beneficiados com os desvios e tiveram que devolver tudo corrigido.

 

Saído do regime domiciliar para o semiaberto na terça-feira (21), Silval afirma que quer recomeçar a vida “do zero” e contribuir com a Justiça “para passar o Estado a limpo”.

 

Silval afirma que não teve a intenção de culpar ninguém. Pontua, ainda, que todos têm direito de defesa que apenas relatou o que sabia. A defesa de Maggi questiona pontos divergentes na delação de Silval, seu vice enquanto esteve a frente do Governo de Mato Grosso.

 


Fonte: Gazeta Digital

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