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Novas fases da Ararath são esperadas após oitiva de Cuzziol

João Vieira/Gazeta Digital

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“Ele está contribuindo no que é necessário”, limitou-se a dizer o advogado Rodrigo Batista da Silva, que atua na defesa do ex-superintendente do BicBanco e delator, Luiz Carlos Cuzziol.

 

Já a defesa do ex-secretário Eder Moraes, patrocinada por Fabian Feguri, declarou que o delator trouxe novos elementos que podem gerar outras fases da Operação Aratath.

 

O colaborador foi interrogado na tarde desta quarta-feira (12), após delação homologada pela Justiça Federal.

 

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Depois da fala do ex-BicBanco, a defesa do ex-secretário Eder Moraes pediu para que o cliente fosse ouvido de novo e aguarda a data.

 

Conforme o Rodrigo Batista, o depoimento é referente às 5ª e 6ª fases da Operação Ararath, na qual Cuzziol é acusado de agir com o ex-secretário Eder Moraes para o desvio de R$ 12 milhões do Estado, por meio de empréstimos fraudulentos com o BicBanco.

 

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), os empréstimos eram concedidos à pessoa jurídica Ortolan Assessoria e Negócios Ltda, e tinham como garantia créditos fictícios que a empresa possuía junto ao governo do estado de Mato Grosso, por meio de simulação de prestação de serviços na área de consultoria e assessoria em gestão governamental.

 

Cuzziol falou por cerca de 3 horas e deixou a sede da Justiça Federal sem falar com a imprensa. Batista também não ofereceu detalhes sobre a oitiva, que foi gravada. Ele declarou que a ação está sob sigilo e frisou que o cliente está colaborando.

 

Durante audiência, Eder Moraes requereu que a delação fosse anexada ao processo. O pedido foi acolhido pelo juiz Jeferson Scheiner , da 5° Vara Federal em Mato Grosso, e o documento deve ser compartilhado pelo Tribunal Regional Federal (TRF1).

 

Feguri declarou que Cuzziol apresentou fatos novos. “Não sei até que ponto isso var gerar novos desdobramentos da operação”, afirmou e esclareceu que foi requerido reinterrogatório nesta fase da operação, mas Eder deve ser ouvido de novo em todas as fases em que é réu.

 

Entenda o caso 

De acordo com a denúncia, as provas recolhidas durante as investigações apontam que foram praticadas inúmeras operações ilícitas de empréstimos bancários, totalizando aproximadamente R$ 12 milhões, com o conhecimento e colaboração do representante do BicBanco.

 

Na ação, Cuzziol foi condenado a 31 anos de prisão com 200 dias de multa em regime fechado, além de ter que pagar R$ 3 milhões a título de indenização. Também foi penalizado a outra indenização de R$ 12 milhões, junto com Eder Moraes.

 

Conforme informações, na delação, Cuzziol relata detalhadamente como se dava o esquema, valores movimentados, quem recebia os empréstimos que seriam para financiamento das campanhas políticas de Blairo Maggi (PP) e Silval Barbosa (sem partido).

 

Operação Ararath

A Operação Ararath investiga suposto esquema de lavagem de dinheiro e crimes financeiros em Mato Grosso.

Factorings (que compram títulos, aquisição de ativos, como duplicatas, cheques, decorrentes de vendas mercantis ou de prestação de serviços) de fachada atuavam como bancos clandestinos, fazendo empréstimos fraudulentos.

 


Fonte: Gazeta Digital

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