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Juíza dá ordem de despejo para Ricardo Eletro em Cuiabá

MARCUS VAILLANT

MARCUS VAILLANT

A juíza Sinii Savana Bosse Saboia Ribeiro, da 8° Vara Civel de Cuiabá, deu 15 dias para que a loja Ricardo Eletro (antigo Planeta City Lar) desocupe a loja na avenida Fernando Correia da Costa, em Cuiabá. A ordem de despejo atendeu ao pedido dos donos do prédio que cobram R$ 600 mil de aluguéis vencidos.

 

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A decisão de 24 de julho diz que se a empresa do grupo Máquina de Vendas Brasil Holding S.A. não sair voluntariamente do local em 15 dias ou será expulsa coercitivamente.

 

Segundo a ação proposta por Zugair Automóvel Ltda – Epp, foi estabelecido o contrato de locação entre 1 de agosto de 2017 e 30 de julho de 2022, com aluguéis mensais no valor de R$ 50 mil. Porém, desde agosto passado o dívida não é paga.

 

Quando a ação foi proposta havia 3 meses de aluguel em atraso.

 

Em sua defesa, o grupo alegou que está sob recuperação judicial e que os valores dos aluguéis estão incluídos no valor que a empresa deve e será pago por meio da ação de recuperação. Houve audiência de conciliação entre as partes, mas sem acordo.

 

A juíza entendeu que mesmo com o processo recuperação, o processo não deve ser extinto e o inquilino tem que pagar os meses de atraso até que desocupe do espaço. Além disso, deve quitar o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana ou Imposto Predial e Territorial Urbano(IPTU) devido à Prefeitura de Cuiabá.

 

“Julgo parcialmente procedente a presente ação de despejo, ajuizada por Zugair Automóvel Ltda - EPP em desfavor de Carlos Saraiva e Máquina De Vendas Brasil Holding S.A, para rescindir o contrato de locação havido entre as partes; condenar os requeridos ao pagamento dos alugueis de agosto de 2018 até a data da desocupação do imóvel, acrescido juros moratórios de 1% ao mês e correção monetária com base no INPC a partir de cada vencimento; condenar os requeridos ao pagamento do IPTU do ano de 2019, proporcional ao tempo de utilização do espaço e proporcional ao espaço utilizado, com juros de mora e correção monetária a partir do vencimento; condenar os requeridos ao pagamento da multa prevista na Cláusula Décima Quinta, item b, do contrato, acrescido juros moratórios de 1% ao mês e correção monetária com base no INPC a partir da citação; decretar o despejo da requerida do imóvel locado; conceder à ré o prazo de 15 dias para desocupação voluntária do imóvel, sob pena de despejo coercitivo”, diz a decisão da magistrada.

 


O pedido de recuperação judicial do grupo foi homologado em janeiro desse ano e o valor da ação é de R$ 1,9 bilhão. Considerada a terceira maior rede de varejo do Brasil, a Máquina de Vendas surgiu em 2010, quando a rede de varejo Insinuante e a Ricardo Eletro uniram as suas operações.

 

Fazem parte do grupo a rede Ricardo Eletro, Insinuante, City Lar, Salfer e Eletroshopping, conforme site do grupo.

 

City Lar
A história da City Lar começou em 1979 na cidade de Mirassol D'Oeste (MT), com uma loja de eletroeletrônicos chamada Eletro Som City. Mas para expandir os negócios iniciados por seu pai.

 

Erivelto Gasques implantou em 1992 a primeira loja City Lar no centro da capital do Estado do Mato Grosso, Cuiabá. Desde então crescimento virou a palavra-chave do negócio que expandiu sua atuação para os Estados do Amazonas, Rondônia, Acre, Roraima, Tocantins, interior do Maranhão, Pará, Piauí e Mato Grosso do Sul.

 

Em 2008 adquiriu o magazine maranhense Gabryella, com sede em São Luís e líder de mercado no Maranhão, com cerca de 20 pontos de vendas.

 

Em junho de 2010 a City Lar foi adquirida pelo grupo Máquina de Vendas.

 


Fonte: Gazeta Digital

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