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Defesa pede perdão judicial para coronel Zaqueu na 'Grampolândia Pantaneira'

A defesa do ex-comandante da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Zaqueu Barbosa, oficializou o pedido para que o réu obtenha os benefícios da colaboração unilateral durante o julgamento dos crimes militares praticados durante a Grampolândia Pantaneira.

 

De acordo com a juntada protocolada no dia 29 de julho, a colaboração voluntária prestada por Zaqueu, ‘somada à sua primariedade e personalidade - agente público que sempre se destacou pelo excelente trabalho perante a PMMT aponta para o caminho do perdão judicial’, diz trecho do documento assinado pelo advogado Francisco de Assis do Rêgo Monteiro Rocha Júnior.

 

A defesa ainda solicita ao juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Militar, que, caso não acate o pedido de perdão judicial, o mesmo conceda ‘a concessão do benefício de redução da pena no máximo previsto no artigo 14 da supracitada lei, a saber, dois terços do total da reprimenda’, completa.

 

Zaqueu Barbosa ainda anexou os depoimentos prestados junto ao Núcleo de Ações de Competência Originária Naco Criminal. Ele buscou uma tentativa de delação premiada, que foi rejeitada pelo coordenador do Naco, Domingos Sávio, sob alegação de que os fatos não seriam novos e não acrescentaria em nada na ação penal.

 

Zaqueu Barbosa confessou que foi chamado para organizar e recrutar militares para a criação de um escritório clandestino de interceptações telefônicas para monitorar adversários políticos do ex-governador Pedro Taques (PSDB) durante a disputa eleitoral de 2014.

 

Segundo ele, Pedro Taques e Paulo Taques se reuniram várias vezes com ele para colocar em prática o esquema de arapongagem. E que Paulo Taques, a mando do ex-governador, financiou todos os custos do esquema. Em suas alegações finais, o Ministério Público Estadual (MPE) pede a condenação de Zaqueu Barbosa pelos crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica e realização de operação militar sem ordem superior. A condenação pode chegar até 23 anos de prisão.

 

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Fonte: Gazeta Digital

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