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Juiz tira sigilo e defesas têm 5 dias para apresentar contestação

João Vieira

João Vieira

O juiz Jorge Luiz Tadeu, da 7º Vara Criminal, retirou o sigilo no qual tramitava a ação da Operação Mantus e deu prazo de 5 dias para que as defesas dos réus apresentem contestação das acusações. No processo, o bicheiro João Arcanjo Ribeiro, seu genro Giovani Zem e o delator Frederico Coutinho Muller são acusados de lavagem de dinheiro e prática de jogos de azar.

 

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“Por fim, inexistindo nos autos decisão judicial determinando o trâmite desta ação penal em “Segredo de Justiça”, retiro, na presente data, a etiqueta de ‘sigilo’, lançada no sistema Apolo pelo setor de distribuição/autuação”, diz trecho da decisão.

 

No documento, o magistrado também determina que juízos de outras cidades devolvam cartas precatórias referentes a ação e que réus sejam citados.

 

Ao fim, pontua que todos já foram intimados e defesa prévia apresentada determina que “intimem-se as defesas constituídas para apresentarem a resposta à acusação no prazo de 05 dias”.

 

Operação Mantus
A GCCO cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo e Rio de Janeiro. O operação desmantelou duas organizações criminosas que atuavam há anos, atuando na lavagem de dinheiro e jogo do bicho. Uma delas é a Colibri, de Arcanjo, surgida nos anos 90, a polícia afirma que a empresa nunca parou de funcionar, mesmo com o líder preso. Ela era gerenciada pelo genro de Arcanjo, Giovanni Zem.

A outra é a Ello FMC, da qual o delator da Operação Sodoma, Frederido Muller Coutinho é dono. A empresa é concorrente da Colibri, e membros da organizações trocaram ameaças em brigas por pontos de venda das apostas.

 


Fonte: Gazeta Digital

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