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Empresário citado em delação investe em extração de ouro

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O empresário Filadelfo Dos Reis Dias, acusado de se associar ao ex-governador Silval Barbosa em atos supostamente ilícitos, recebeu autorização do governo do Estado para extrair ouro em fazendas nos municípios de Santo Antônio de Leverger e Nossa Senhora do Livramento. As licenças foram emitidas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) nos dias 4 e 23 de julho.

 

Além da autorização para retirar ouro de solo mato-grossense, o empresário citado na “delação monstruosa” do governo de Mato Grosso vai receber um precatório do governo do Estado de R$ 386 mil. O Estado foi condenado, por decisão judicial, a devolver CR$ 471 mil em impostos. A ação foi movida por ele e por uma de suas empresas, Jaracatiá Mineração Ltda, em 2001 até entrar na fila para pagamento do precatório, onde aguarda a quitação.

 

Enquanto não recebe o dinheiro, Filadelfo continua investindo em ouro. Ele mantém dois pedidos à Sema para extrair o minério aurífero no interior do estado. O mais recente deles é uma licença de operação e pesquisa para uma área na Fazenda Caiçara, na MT-246, zona rural do município de Pontes e Lacerda. Um pedido de renovação também foi feito este ano para extração e beneficiamento de ouro em uma propriedade às margens da BR-364, em Nossa Senhora do Livramento.

Citações
Filadelfo é um dos inúmeros empresários citados nas delações de Silval Barbosa e do seu ex-assessor, Silvio Cezar Corrêa Araújo. Ele foi apontado como “interessado” na regularização ilegal de uma área pertencente ao Estado, denominada Ouromil, em Cuiabá.

 

Filadelfo foi citado na delação de Silvio por ter “doado” um imóvel avaliado em R$ 290 mil, localizado em um condomínio no bairro Despraiado, em Cuiabá, sem garantia de pagamento depois de uma viagem do ex-governador Silval Barbosa à China, articulada por Silvio a pedido de Filadelfo.

 

Já o ex-governador Silval Barbosa contou ao Ministério Público Federal (MPF) que o empresário o procurou em meados de 2012 ou 2013 para viabilizar a regularizar da área Ouromil, que fica na região da Morado do Ouro, em Cuiabá. A ideia ali seria provocar uma regularização fraudulenta, a exemplo daquilo que foi feito em outros terrenos, como no caso da desapropriação do bairro Jardim Liberdade. A regularização do Ouromil ocorreu, segundo Silval, graças a uma propina de R$ 1 milhão paga a Afonso Dalberto, ex-presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat). Silval nega ter recebido qualquer vantagem no caso e diz que o empresário João Carlos Simoni é que teria sido o responsável pelo pagamento da propina a Dalberto.

 

Apesar das citações ao seu nome, não existe -desde que as delações foram reveladas - nenhum processo público contra o empresário por conta destas informações. Ele faz parte de um grande número de empresários que, a despeito das referências aos seus nomes na delação de Silval, ainda não são partes em processos de corrupção e outros crimes contra o erário.

 

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Fonte: Gazeta Digital

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