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Governo oficializa demissão de ex-Secopa por corrupção

Marcus Vaillant

Marcus Vaillant

O governador Mauro Mendes (DEM) confirmou a demissão do ex-secretário extraordinário da Copa do Mundo de 2014 (Secopa) e servidor público de carreira, Maurício Guimarães. A perda do cargo se deve ao relatório final do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado em 2015, durante a gestão Pedro Taques (PSDB), para apurar irregularidades que o ex-secretário teria cometido durante o governo de Silval Barbosa.

 

De acordo com a publicação do Diário Oficial desta segunda-feira (12), Mendes ratificou "a decisão proferida no Processo Administrativo Disciplinar que aplicou a pena de demissão do serviço público estadual ao servidor Mauríco Souza guimarães, matrícula 21128, Agente de Tributos Estaduais da Secretaria de Estado de Fazenda - SEFAZ, por incidência nos ilícitos previstos nos artigos 143, incisos I, II, III, VI, VII e IX, artigo 144, incisos IV, IX e XV, além do artigo 159, incisos I, IV e X, todos da Lei Complementar nº 04/1990", diz trecho da publicação.

A demissão dele já havia sido publicada em março, no entanto, um erro de trâmite fez com o governo anulasse a publicação para que o processo ocorresse dentro da legislação.

 

As investigações se basearam exclusivamente nas obras da Copa do Mundo e de mobilidade urbana, sendo que a maioria tiveram problemas com atrasos e em licitações.

Guimarães teria cometido crime contra a administração pública, lesão aos cofres públicos e improbidade administrativa. O relatório final não foi divulgado ainda.

 

Recentemente o Ministério Público (MP) ofereceu denúncia contra o ex-secretário por ter supostamente praticado improbidade durante processo licitatório, ao preço de R$ 98 milhões, para a contratação da empresa responsável por implantar o sistema de iluminação, informação e tecnologia da Arena Pantanal.

Na ação, o MPE pede a devolução de valores desviados e pagamento de multa. Calculado sobre o valor da causa estabelecido pelo órgão, cada réu pode ter que devolver aproximadamente R$ 300 milhões.

 

Mauríco Guimarães também responde por diversas ações na justiça e foi uns do delatados por Silval Barbosa em esquema de cobrança de propina.

No mesmo processo administrativo o ex-secretário adjunto da pasta, Alisson Sander, sofreu uma punição de 30 dias de suspensão.

 

O #GD não conseguiu localizar o ex-secretário e a sua defesa para comentar a decisão.


Fonte: Gazeta Digital

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