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Peritos criminais da Politec se recusam a voltar para a PolĂ­cia Civil

MARCUS VAILLANT

MARCUS VAILLANT

Uma consulta da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) junto aos servidores, após um abaixo-assinado dos papiloscopistas, questionou o retorno das carreiras à Polícia Civil. Enquanto os papiloscopistas foram unânimes para o retorno, os peritos criminais preferem manter a autonomia conquistada há 30 anos, através da separação.

 

Nesse sentido, um eventual retorno à Polícia Civil traria retrocesso, pois significaria a perda da autonomia técnica e funcional. “Há anos somos chefiados por perito oficial de carreira, temos sedes próprias, orçamento próprio. Dentro do nosso compromisso com a verdade técnica e a ciência forense, a autonomia protege os peritos e a própria sociedade de qualquer possibilidade de interferência nos resultados das perícias que realizamos”, afirma o presidente do Sindicato dos Peritos Criminais (Sindpeco), Antônio Magalhães.

 

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Para o presidente Sindpeco, o “sim” foi unânime entre os papiloscopistas porque assim eles garantiriam a aposentadoria especial dentro da Reforma da Previdência, como nas outras carreiras policiais.

 

“Diferentemente de outros Estados, em Mato Grosso os peritos oficiais, técnicos de necrópsia e papiloscopistas perderam o porte de arma e estão ficando de fora da aposentadoria especial policial por terem bancado lá atrás, há quase 30 anos, a autonomia técnica e funcional, se desvinculando da Polícia Civil. É normal que nesse contexto, algumas carreiras procurem outras formas de garantir seus direitos”, explica Magalhães. (Com informações da Assessoria)

 


Fonte: Gazeta Digital

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