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Homem é preso por tentativa de feminicídio contra ex-mulher

Luiz Leite

Luiz Leite

Oeder da Silva Correa, de 28 anos, foi preso no Distrito Industrial, em Cuiabá, 14 dias após agredir tentar matar ex-mulher, N.Y.C.C., de 20 anos, e provocar lesões na cabeça e em todo o corpo da jovem. A prisão ocorreu na última terça-feira (13), às 15h, em uma empresa onde o homem trabalhava como porteiro, após a Polícia Civil receber denúncia do paradeiro. Ele tinha um mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher.

 

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Oeder da Silva Correa prisão

 

O casal ficou junto por dois anos, tiveram uma filha e se separaram há dois meses. Segundo a ex-mulher, na quarta-feira (31), por volta das 16h30, a vítima foi até a casa em que vivia com o suspeito pegar o restante dos seus pertences, quando foi surpreendida por ele e agredida. “Ele me enforcou e me atacou com garrafas e pedaços de pedra. Os vizinhos que me ajudaram”, relata.  

 

A mulher afirma ainda que foi socorrida por testemunhas e que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e a levou para o Pronto-Socorro de Cuiabá. Ela teve machucados profundos, que resultaram em 38 pontos na barriga, face, nuca e cabeça, além de suspeita de fraturas no crânio.

 

A família da vítima procurou a Polícia Civil para registrar o caso, temendo pela integridade física dela. De acordo com a mulher, o agressor não aceita o fim do relacionamento e, por diversas vezes, foi atrás dela na cada dos familiares e fazia ameaças por telefonemas.  

 

“Agora já estou em casa, mas muito traumatizada e com medo de que ele saia da prisão e venha atrás de mim”, frisa a jovem, que está contando com o apoio da família para superar o trauma e foi encaminhada para uma Policlínica da Capital para ter acompanhamento psicológico.  

 

O pai da jovem, T.T.C. relta que no momento das agressões, Oeder gritava que era o dia da jovem morrer. "Minha filha teve suspeita de três fraturas cranianas, mas Deus estava na frente de tudo. Agora, a justiça está sendo feita".

 

Casos de agressão   

Apenas no primeiro trimestre de 2019, foram feitos 2.452 registros de violência contra a mulher em Mato Grosso e esse número é 4% maior que o mesmo período do ano passado. Os números de casos de maus-tratos e lesões corporais graves cresceram ainda mais. Houve aumento de 200%. 

 

As denúncias de tentativas de homicídios, aumentou 15%; casos de assédio sexual cresceram 74% e atos obscenos, 88%. Nestes dois últimos, a maioria dos casos ocorreu dentro de ônibus.

 

Ajuda 

As mulheres que precisam de auxílio podem recorrer ao Disque 180, e às Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher ou em qualquer delegacia do município que reside.

 

Em Cuiabá, a DEDM está localizada na Rua Joaquim Murtinho, nº 789, Centro Sul. Tel.: Recepção 3901-4277 / Cartório Central 3901-5344 / E-mail: dmulhercba@pjc.mt.gov.br 

 

Há ainda o Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) da Defensoria Pública de Mato Grosso, que atende pelo telefone (65) 3613-8204 e o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso: (65) 3613-9934.


Fonte: Gazeta Digital

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