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Após 4 meses, obras de viadutos ainda estão em fase inicial

João Vieira

João Vieira

Com a promessa de desafogar o trânsito, a Prefeitura de Cuiabá anunciou em junho a construção de dois viadutos, o José Maria Barbosa – Juca do Guaraná, na avenida das Torres e Murilo Domingos, sob a avenida Beira Rio. Contudo, após quatro meses, as obras ainda estão em fase inicial.

 

Conforme o secretário de Obras Públicas, Vanderlúcio Rodrigues, os dois viadutos integram um “pacote” de melhoria de infraestrutura pública. “As obras fazem parte do conjunto de obras de infraestrutura, visando melhorar a mobilidade urbana da Capital. Além delas, está incluindo no conjunto a avenida Contorno Leste, que terá 17,3 km de extensão”, explica.

 

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Cerca de quatro meses após o lançamento da ordem de serviço, o viaduto da avenida Beira Rio tem apenas um cartaz com a imagem ilustrativa da obra finalizada. A reportagem da #GD foi até o local e não encontrou nenhum homem trabalhando, tampouco topógrafos.

 

Segundo Rodrigues, a empresa contratada para construir o viaduto da avenida Beira Rio ainda está trabalhando na análise da topografia da região, para em seguida dar início à montagem do canteiro e execução da obra.

 

Também em junho, a Secretaria de Obras Públicas deu início ao canteiro de obras do viaduto da avenida das Torres. Em relação ao viaduto próximo da ponte Sérgio Motta, o elevado Juca do Guaraná já está um pouco mais avançado – ainda que os prazos de conclusão dos dois sejam de 360 dias, contados a partir de junho.

 

“Na avenida das Torres, a empresa já montou o canteiro de obras e, neste momento, trabalha na construção de um alargamento paralelo a pista, que servirá como desvio aos motoristas. A equipe também aguarda o término da troca das torres metálicas no canteiro central pelos postes de concreto, que é executada pela Energisa”, diz o secretário, sobre o andamento do viaduto Juca do Guaraná.

 

Outra obra que também está parada é a passarela para pedestres, em frente ao Terminal Rodoviário Cássio Veiga de Sá, na avenida República do Líbano. Anunciada em julho, a previsão era de que era duraria 120 dias.

 

Em dezembro de 2018, havia sido projetado que a passarela fosse entregue em abril deste ano. No projeto, consta ainda que dois elevadores serão construídos em conjunto com a passarela.

 

População

Com o avanço das obras, os moradores e trabalhadores da região Leste e Sul de Cuiabá sentem o gargalo que se forma próximo à rotatória da avenida das Torres com o bairro Jardim Itália.

 

Morador do bairro Santa Cruz 1, o engenheiro mecânico Durval Bertoldo analisa que o trânsito na região sempre foi carregado, principalmente nos horários de pico. “Estou preferindo a Estrada do Moinho, do que a agora ‘Avenida dos Palitão’, porque não vai ser mais avenida das Torres”, diz, brincando com o fato que vão retirar as tradicionais torres da estrada.

 

Por mais que exista um receio de que a obra vire um transtorno, como o viaduto da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o engenheiro acredita que a execução do viaduto Juca do Guaraná será diferente.

 

“Na UFMT foi um caos. Você tinha muito mais acessibilidade do que hoje. Lá virou um caos aquilo lá. Foi falta de engenharia e trânsito. Quem tem que passar por baixo do viaduto sabe disso”, avalia.

 

O educador físico Thiago Henrique Andriolli mora no Recanto dos Pássaros e passa pela avenida pelo menos cinco vezes por dia. Ele tem uma moto, mas ainda assim pega engarrafamento na região.

 

Para trabalhar, ele levava de 22 a 25 minutos no trânsito. “Agora está demorando mais, a gente consegue ser um pouco mais prático devido ao fato de que ando de moto, mas ficou um pouco mais complicado. Só que gente entende que é pro nosso bem, porque é por um período, mas depois daqui alguns meses vai desafogar”, diz.

 

Já o administrador Sérgio Bonfim, trabalha no Recanto dos Pássaros mas mora em Várzea Grande. Antes da construção, ele levava 40 minutos para chegar ao trabalho. Agora, demanda 1 hora e 15 minutos. “Está bem sinalizado, o pessoal está realmente trabalhando. Vamos ver se vai concluir, porque geralmente o pessoal começa e para. Se realmente pegarem duro, conforme estão mostrando, acredito que vai ficar melhor”.

 

Ainda que não tenha começado efetivamente, as obras do viaduto próximo a Ponte Sérgio Motta preocupam os comerciantes da região. O empresário Perci Júnior informa que a prefeitura foi até a empresa para conversar e ele se mantém positivo quanto à construção.

 

“A gente fica muito assustado, porque quando vamos à avenida da FEB vemos aquele abandono, um VLT que não existe”, relembra.

 

“Na nossa leitura, esse viaduto vai ajudar a gente. A princípio, vai dar essa travadinha no começo, como é normal em toda obra. Mas tenho uma lembrança, que lá no Jardim das Américas tem um posto que sempre é muito vazio. Com o tempo, o pessoal fez esse viaduto, que pensavam que ia travar de uma vez, porque nada lá vingava. Depois que fez o viaduto, fluiu bastante e foi muito bom”, considera.

 

Investimento
Ainda segundo Vanderlúcio, a construção do viaduto da avenida das Torres atualmente está orçado em R$ 16.340.726,63, enquanto na Avenida Beira Rio serão investidos R$ 13.992.929,79.

 

Ambos os projetos estabelecem que as estrutura terão 200 metros de extensão e 18 metros de largura.


Fonte: Gazeta Digital

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