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Bezerra nega que MDB já esteja nos braços de Bolsonaro

Marcus Vaillant

Marcus Vaillant

Mesmo com a liderança da base governista no Congresso e na Câmara dos Deputados, o presidente regional do MDB, deputado federal Carlos Bezerra, nega que a sigla já esteja nos braços do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Nos últimos anos, o MDB, antes PMDB, já se mostrava um sigla governistas e foi avalista dos governos Fernando Henrique (PSDB), Lula (PT), Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB) e agora comanda ministério e tem a liderança entre os parlamentares que apoiam o presidente.

 

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Bezerra foi o entrevistado desta sexta-feira (18) do Jornal do Meio-dia, da TV Vila Real, canal 10.1. Segundo o emedebista, recentemente o partido deliberou por independência ao presidenteJair Bolsonaro. 

 

Bezerra destacou que a escolha do senador Eduardo Gomes (MDB-GO) para ser líder no governo foi pessoal do presidente, sem interferência do partido. Para ele, o movimento se deu porque o MDB é o partido mais velho das Casas e com uma grande bancada e com pessoas experientes para assumir o cargo. 

 

"O MDB não tem nada a ver com isso (escolha do líder). É uma escolha pessoal do presidente da República, a posição do partido é de independência a esse governo, o MDB é o partido mais velho do Brasil, tem quadros experientes, tem quadros preparados, nessa loucura que está aí de autofagia [processo de destruição das células] dos acertos gerais o MDB é o que sobra para encaminhar alguma coisa", destacou. 

 

Conselho ao presidente

 O jornalista Lúcio Sorge perguntou se Bezerra gostaria de dar um conselho ao atual presidente. Em sua resposta, o líder o MDB disse que o presidente precisa fazer um governo de coalizão já que ele não tem a maioria no Congresso Nacional. 

 

"Quando você não tem maioria se faz coalizão, isso em qualquer parte do mundo, não tem essa história de nova política. Não há nova política, o que se tem é a boa política e má política", disse destacando que a política é uma ciência e que não muda. 

 

Segundo ele, há "cafagestes'' que se aproveitam da política para enriquecer. Para ele, depois de ganhar a eleição em 2018 e ver que não tem a maioria no Congresso Nacional, o presidente deveria ter montado um governo de coalizão para ter a maioria e tranquilidade para governar o Brasil.  

 


Fonte: Gazeta Digital

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