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A escolha do azeite

Rita Comini

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Não há dúvidas quanto à grande diversidade de azeites de oliva disponível no mercado. No entanto, na hora da escolha as dúvidas são muitas. Inúmeros rótulos, países produtores, características diversas.

 

Portanto, saber identificar um bom azeite é essencial para não levar para casa um produto de baixa qualidade ou que não atenda às suas exigências e paladar.

 

E tudo começa na embalagem. Os dados de origem do produtor devem estar descritos no rótulo e se o local de produção e envase forem iguais, melhor. Não é uma regra, mas existe uma chance maior de fraude quando essas informações são diferentes. A melhor alternativa é sempre optar por marcas já reconhecidas onde há maior controle sobre a qualidade e segurança alimentar.

 

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Azeite

Há no mercado uma grande diversidade de azeites de oliva

Se essas informações não estiverem disponíveis ou se os locais forem diferentes, desconfie. Selo de qualidade no rótulo é um bom indicativo de que o produto é confiável. Se tiver selo de origem certificada (DOP, DOC ou Terroir) melhor ainda.

 

Todo azeite certificado passa por uma rigorosa análise de qualidade, que verifica se todas as etapas de produção, acidez e procedência estão de acordo com os parâmetros de exigência para que seja consumido.

 

Os azeites devem ter o tipo do produto descrito na embalagem (virgem, extra virgem ou tipo único). A falta de classificação pode ocorrer quando o produto é misturado com outros óleos, que faz com que a acidez do azeite seja modificada e a qualidade prejudicada.

 

Na hora da compra, não leve em conta apenas o país de origem, existem azeites ruins mesmo nos países que produzem os melhores azeites do mundo.

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Azeite

Tenha um azeite de qualidade premium para finalizar saladas e pratos mais elaborados

O preço do produto também é um indicativo a ser levado em conta. Pense que um bom azeite de oliva extra virgem, pode durar semanas, trazendo um bom custo-benefício. Desconfie de azeites com preço muito reduzido, pois a produção de boa qualidade não tem custo baixo.

 

Acima de todas essas dicas está o seu paladar. Portanto, sempre que possível, prove o azeite antes de comprar. Um bom azeite, além de ter características básicas em seu aroma e sabor, deve ajustar-se ao paladar de cada pessoa. Primeiro sinta o aroma. Azeites defeituosos terão odor a vinagre, ou notas rançosas desagradáveis. Quanto ao sabor, deve ser herbáceo (verde) no caso de uma colheita de azeitonas mais verdes, ou frutado (doce) no caso de uma colheita mais madura.

 

Diferentes níveis de picância e amargor também podem ser facilmente detectados em uma degustação. Quanto mais amargo e picante é o azeite, maior conteúdo de polifenóis, que são os antioxidantes.

 

O ideal é comprar dois tipos de azeites de oliva extra virgem, um mais em “conta” para cozinhar, inclusive fritar - sim o azeite de oliva não representa nenhum malefício nesse caso e ainda é mais estável no aquecimento do que os outros óleos de fritura, pois contém maior quantidade de ácidos graxos e monoinsaturados.

 

Use um de qualidade premium para finalizar saladas e pratos mais elaborados. Desta forma, poderá desfrutar ao máximo do sabor de seu azeite extra virgem favorito.

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Os azeites certificados passam por uma rigorosa análise de qualidade

Depois de escolher e comprar o azeite, é preciso alguns cuidados com o produto em casa. Mantenha longe da incidência direta de luz, ela pode oxidar o azeite e alterar suas propriedades benéficas à saúde.

 

Não guarde o azeite próximo de fontes de calor, como aquela prateleira acima ou ao lado do seu fogão. Também não deve ser armazenado na geladeira. De acordo com os especialistas, trocas repentinas de temperatura podem causar aceleração do processo de oxidação do azeite.

 

Diferentemente dos vinhos, o azeite de oliva extra virgem deve ser consumido jovem. Quanto mais novo melhor. Após aberto, um bom azeite durará cerca de 2 meses se armazenado corretamente. Isso ainda vai depender do conteúdo de antioxidantes da oliva com a qual foi produzido o azeite. A partir de dois meses, a tendência é já começar a apresentar sinais de oxidação e odores rançosos.

 

 


Fonte: Gazeta Digital

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