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Presidente da OAB vĂȘ como 'natural' MPE investigar seus membros

OAB-MT

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Presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz considerou como "natural" o fato de o Ministério Público Estadual (MPE) investigar seus próprios membros acusados de participação do esquema conhecido como grampolândia pantaneira. Ele esteve em Cuiabá  nesta quinta-feira (28) e conversou com a imprensa.

 

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"Somos todos seres humanos. Não existem profissões sagradas. O homem tem tendência a fragilidade e ao erro, é natural que possa existir também no Ministério Público e se culpados forem eles devem ser punidos na forma da lei, nem mais e nem menos", afirmou. 

 

Promotores de Justiça são acusados de terem utilizado do sistema de 'barriga de aluguel', que consiste na prática de escuta telefônica ilegal de pessoas comuns dadas como alvos de investigações policiais, no âmbito do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). 

 

Denúncia foi oferecia contra o ex-chefe do grupo, o promotor Marco Aurélio de Castro, por ter vazado áudios de interceptações telefônicas para a imprensa. Caso está no Tribunal de Justiça para a análise. 

 

Ainda, há a dúvida sobre o desaparecimento de duas placas eletrôticas Wytron, utilizadas para as escutas, do Ministério Público. O MP alega que as placas foram cedidas para a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) que, por outro lado, nega tê-las recebido. 

 

"Muitos entendem e acham que os fins justificam os meios, mas os advogados acreditam que os fins não justificam os meios e que fins que são alcançados por meios indevidos não são legítimos", finalizou Santa Cruz.


Fonte: Gazeta Digital

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