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Justiça Federal abre mais 4 inquéritos contra Maggi, Antônio Joaquim, Pinheiro e BicBanco

Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

O juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal em Mato Grosso, autorizou o desmembramento das investigações envolvendo o ex-ministro Blairo Maggi (PP), o conselheiro afastado Antônio Joaquim, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) e o BicBanco.

 

Com isso, 4 novos inquéritos serão abertos pela Polícia Federal para dar continuidade nas investigações. “Intime-se a autoridade policial para que se proceda ao desmembramento do presente inquérito, instaurando-se novos inquéritos policiais apartados para cada um dos casos declinados pelo Supremo Tribunal Federal, a serem distribuídos por dependência ao presente por meio da rotina novo processo incidental", diz trecho da decisão proferida no dia 28 de novembro.

 

Desde que as investigações da Ararath desceram do STF, após o declínio de competência por conta da restrição do foro privilegia do, os 4 casos estavam sendo analisados em um único processo.

 

Com o desmembramento, a PF terá 30 dias para instaurar os inquéritos, com todos os relatórios produzidos após 18 de dezembro de 2018, quando o STF declinou da competência.

 

Os inquéritos abertos deverão dar continuidade nas investigações do chamado Caso 1, que apura uma suposta tentativa de obstrução de justiça na Ararath, envolvendo o ex-ministro da Agricultura Blairo Mag gi (PP).

 

O caso remete a 2014, quando as investigações chegaram em Maggi, e, se gundo as investigações, o ex-ministro teria tentado unificar as teses de defesas indicando o advogado Sebastião Monteiro para a referida função. O advogado chegou a ser contratado por Genir Martelli.

 

Ainda de acordo com o MPF, uma outra tentativa de obstrução, seria o pagamento de R$ 6 milhões para que o ex-secretário Eder Moraes mudasse o seu de poimento junto ao Ministé rio Público Estadual.

 

Há ainda informações sobre suposta tentativa de im pedir que Silval fizesse de lação com a ida do ex-sena dor Cidinho Santos (PR) no Centro de Custódia da Capital (CCC), onde Silval ficou preso por quase dois anos.

 

Já o Caso 2, ao qual o MPF solicita inquérito individual, investiga suposta simulação de compra e venda de uma fazenda envolvendo Silval Barbosa, o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Antônio Joaquim e a empresa Trimec.

 

O Caso 3, apura o esquema de mensalinho pago aos deputados estaduais para apoiarem o governo Silval, onde deputados estaduais que integravam a legislatu ra naquele período foram gravados recebendo maços dinheiro dentro do Palácio Paiaguás.

 

E por último é o caso que remete ao início das investi gações que apura um esque ma de corrupção, lavagem de dinheiro e financiamen to de campanha dentro do Poder Executivo estadual durante os anos de 2006 a 2014.

 

Compartilhamento 

Na mesma decisão Jeferson Schneider autorizou o compartilhamento das informações dos casos com o Ministério Público de Mato Grosso, Ministério Público de Contas de Mato Grosso, Tribunal de Contas do Esta do de Mato Grosso, Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso, Receita Fede ral do Brasil, Controladoria-Geral da União e Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso.

 

De acordo com o magistrado os casos apurados tam bém englobam as esferas administrativa, criminal, fiscal e cível.  


Fonte: Gazeta Digital

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