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Vereador acusa desvio de recursos da saúde em Cuiabá

Marcus Vaillant

Marcus Vaillant

O presidente da Comissão de Saúde da Câmara de Cuiabá, Ricardo Saad (PSDB), denunciou na tribuna, durante a sessão de quinta-feira (12), o suposto uso de verbas da saúde para outras finalidades. Esse seria o motivo, segundo o parlamentar, para o atraso de até 90 dias nos repasses para os hospitais filantrópicos.

 

Em Cuiabá, a prefeitura possui a gestão plena, o que significa que os recursos federais e estaduais são geridos por ela e repassados para os hospitais conveniados, como os filantrópicos. Por isso, mesmo que o Estado libere recursos emergenciais, o pagamento depende da autorização da Secretaria Municipal de Saúde.

 

“Esse dinheiro não pode ser usado para outra coisa, tem que ser destinado para o que veio, mas não é isso que está acontecendo no município”, disse Saad na tribuna.

 

Um dos exemplos citados pelo vereador é o atraso de quase 8 meses no complemento do salário dos anestesistas terceirizados. “Dois meses com o dinheiro carimbado para a hemodiálise atrasado, agora achou depois que falamos na tribuna”.

 

O parlamentar também citou os recursos do governo federal para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). “Não dá conta de explicar os R$ 3,5 milhões que o Temer mandou com a justificativa de inaugurar o hospital. Desse valor falta explicar R$ 785 mil”.

 

Outro lado
A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde encaminhou nota ao #GD negando as acusações. Veja:

 

Em relação às denúncias na Câmara, a Secretaria Municipal de Saúde informa:
-A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá está a cada dia ofertando mais serviços do SUS para a população.
-Perante o Ministério da Saúde é prioridade primeiro pagar o público para depois pagar o privado.
-O secretário Municipal de Saúde, Luiz Antonio Pôssas de Carvalho está revendo a repactuação com as filantrópicas, para que os hospitais cheguem a um nível de excelência no atendimento e não deixem de atender nenhum paciente, como vem acontecendo.
-Além disso, o Estado continua devendo repasses da Saúde para o Município.
-O Teto de Média e Alta Complexidade (MAC), repassado pelo Ministério da Saúde, não foi ampliado, apesar de a SMS estar ofertando 40% a mais de serviços.
-O secretário Pôssas tem feito uma administração financeira para que a população seja a maior beneficiada com um sistema de Saúde de excelência, que hoje está sendo comandado pelo setor público.
-Por final, vale ressaltar que Conselho Municipal de Saúde está ao lado da Secretaria em relação à forma de administrar os recursos, priorizando o setor público, para depois atender o privado.


Fonte: Gazeta Digital

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