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Preconceito continua fazendo parte da cultura do futebol brasileiro

Daniel Augusto Jr/AgĂȘncia Corinthians

Daniel Augusto Jr/AgĂȘncia Corinthians

Quero aqui fazer uma reflexão.

 

Mesmo com toda a mudança pelo qual nossa sociedade está passando, com o fim das piadas homofóbicas e preconceituosas, tem certas coisas que ainda fazem parte do mundo machista do futebol.

 

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Fiquei perplexo com a cena constrangedora, do diretor de futebol do Corinthians, Duílio Monteiro, dizendo que o número 24 não entra no clube.

 

Esse episódio aconteceu durante a apresentação do Victor Cantillo, colombiano que costumava jogar com a camisa 24 no seu antigo clube, o Júnior Barranquilla.

 

Questionado sobre o assunto, o jogador, visivelmente sem graça, disse que entendeu porque não poderia continuar usando o número no Corinthians.

 

Juro que achei que esse tipo de preconceito já não existia mais.

 

Que piadas sem graça e de mau gosto desse tipo, já não tinham mais espaço em pleno 2020.

 

Pois foi acontecer justamente no clube "do povo", onde não há preconceito nem exclusão de ninguém.

 

Claro que ele não falou em nome do clube. Foi uma posição pessoal dele.

 

O que mais me espantou, foi que na hora que ele disse isso, muita gente riu baixinho ao redor, meio que compactuando com o que foi dito.

 

Diante da repercussão negativa do caso, o dirigente se desculpou depois, pelas redes sociais.

 

Pois bem, para quem não sabe, o número 24 representa no jogo do bicho (que é ilegal), o animal veado.

 

Bastou isso, para que todos "amaldiçoassem" o 24, porque poderia representar que os simpatizantes do número são gays.

 

Fiquei mais surpreso ainda, quando soube que esse número foi banido do futebol brasileiro.

 

Apenas o Grêmio tem o 24 entre os números da camisa.

 

Um fato lamentável, que mostra bem como a cultura futebolística do país ainda não se desprendeu de velhos e idiotas preconceitos.

 

Acho que já está mais do que na hora de parar com este gesto homofóbico e recolocar o 24 nas camisas das equipes brasileiras.

 

Um dos meus filhos nasceu no dia 24.

 

Adoro esse número e acho que ele me dá sorte!

 

Como um esporte que tem que dar exemplo para a nossa sociedade, até por ser o mais popular do país, essa barreira cheia de preconceito tem que ser rompida.


Fonte: Gazeta Digital

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