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Estado corre risco de perder recursos com fechamento do Nilo PĆ³voas

Chico Ferreira

Chico Ferreira

Depois de anunciar o fechamento da Escola Estadual Nilo Póvoas, localizada no bairro Bandeirantes, em Cuiabá, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) trabalha contra o tempo para garantir que o fomento pago Ministério da Educação (MEC) para o funcionamento da unidade no modelo 'Escola Plena' - novo ensino médio, ou escola em tempo integral. A Seduc deseja que os recursos vá para a Escola Antônio Epaminondas, que receberá os alunos da unidade que será fechada. 

 

O Nilo Póvoas tem estrutura para atender 1.800 alunos, chegou a ser conhecidade como uma das melhores da rede estadual, com projetos inovadores como educação física por modalidade esportiva, como em escolas particular e por realizar cursos de língua no contraturno do estudante. Desde 2017 ela passou a adotar o novo ensino médio, em que os alunos entram 7h30 e saem 16h30. 

 

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Por conta da ociosidade e do tamanho do prédio, a unidade passou a abrigar os alunos da Escola Estadual Barão de Melgaço, que foi fechada para reforma e está abandonada. 

 

O fechamento da Escola Nilo Póvoas também repercurtiu entre os deputados, Lúdio Cabral (PT), atacou a falta de diálogo com a comunidade escolar antes de implementar a escola em tempo integral. Para ele, isso mostra que a forma de implantação das Escolas Plenas não vem dando certo porque a maioria dos jovens precisam trabalhar no contraturno em um estágio para ajudar na renda familiar. 

 

Já o presidente da Comissão de Educação, deputado Thiago Silva (MDB), considera que o nome Nilo Póvoas deve ser mantido pelo governo por questões históricas, mas acha louvável a transformação da escola em um Centro de Formação de Professores e Social. 

 

Já a professora Maria Luíza Bartmeyer Zanirato, que representa o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) no Conselho Estadual de Educação disse que o fechamento não foi debatido e nem mesmo a transformação das escolas em tempo integral. 

 

"A nossa avaliação é de que a Secretaria Estadual de Educação não planeja a luz de diagnóstico das demandas educacionais, principalmente no anterior e nesse governo atual", destacou.

 

Segundo ela, houve um aumento de alunos em outras escolas que não fazem parte do projeto. "Quando criaram as escolas de tempo integral reduziram o número de estudantes em determinadas escolas e outras superlotaram. Além disso, não faz o debate público com a sociedade e principais interessados, apenas determina. Outro problema é a falta de planejamento com as redes municipais, o que se arrasta sem a regulamentação do Sistema Único de Educação".


Fonte: Gazeta Digital

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