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Em campo improvisado, Ralinha oferece prêmio de R$ 100 mil

Reprodução/Facebook

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O campo é improvisado, sem grama em toda a área, mas o prêmio é maior que no profissional: R$ 100 mil. Em sua 10ª edição, o Ralinha dará ao time campeão um valor maior do que recebem as equipes que participam do Campeonato Mato-grossense de Futebol, com profissionais, que gira em torno de R$ 30 mil.

 

Apesar de ser “amador”, o Ralinha, que é realizado no bairro Dom Aquino, em Cuiabá, movimenta um mercado que gera empregos, paixões e prêmios. Em 2020 são 28 equipes que irão participar das rodas que duram mais de 5 meses. Nesse período, a economia local agradece, com a geração de renda extra para as famílias que trabalham para alimentar os cerca de dois mil expectadores que passam pelo evento aos fins de semana.

 

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Organizador do Ralinha, Hélio Luís da Silva lembra que a competição começou pequena e tomou uma proporção que o grupo de amigos não imaginava. “O nome ralinha surgiu porque metade do campo é de areia e as pessoas sempre se ralavam durante os jogos. Começamos com 8, 10 equipes e fomos melhorando a organização até chegar ao patamar de ser referência no estado”.

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Ralinha Coronel Dom Aquino

 

A premiação com valores mais altos teve início em 2014, quando o time vencedor levou para casa uma moto. Desde então, os times amadores passaram a procurar o evento esportivo todos os anos, sempre com mais de 20 equipes disputando a taça – e o prêmio.

 

E para competir pelo ponto mais alto do pódio, os times investem pesado. “Algumas equipes não deixam a desejar em relação à organização dos times profissionais. Os atletas recebem pagamento e os mais disputados, que costumam ser os artilheiros, podem ganhar até R$ 4 mil por mês, mais R$ 200 a R$ 300 por jogo”, explica Hélio.

 

Quem se destaca no campeonato leva troféu e prêmio em dinheiro, mas em valores que não ultrapassam os R$ 500. No entanto, mais do que a premiação, destaques como o artilheiro e o melhor goleiro costumam ser disputados para a próxima temporada.

 

“Acaba o Ralinha em julho e em agosto as equipes tradicionais já estão contratando para o outro ano. Tem equipe que leva atletas de times profissionais para jogar. Alguns jogadores já deixaram o profissional só para jogar no Ralinha”, conta o organizador do campeonato.

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Ralinha Coronel Dom Aquino

 

Mas nem só de festa vive o Ralinha do Dom Aquino. O evento tem um lado social e ajuda famílias carentes e instituições filantrópicas. As equipes arrecadam alimentos para essas doações, além de oferecer café da manhã gratuito para os moradores da região.

 

“Esse ano todo cartão amarelo o jogador tem que doar um litro de leite. Em menos de um mês do Ralinha já arrecadamos quase 80 litros de leite. No final do campeonato iremos doar para instituições como o Hospital de Câncer”, explica Hélio.


Fonte: Gazeta Digital

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