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Professoras levam projetos educacionais para países da América do Norte e Ásia

Tchelo Figueiredo Secom MT

Tchelo Figueiredo Secom MT

A educação de Mato Grosso extrapolou fronteiras e ficou conhecida na América do Norte e Ásia graças ao trabalho coordenado por duas professoras da rede estadual de ensino. Rúbia Coelho, da EE Dunga Rodrigues, em Várzea Grande, levou três estudantes na Olimpíada Internacional de Matemática (ITMC), em janeiro deste ano, que ocorreu em Bancoc, na Tailândia. Com isso, as professoras conseguiram fazer a diferença reafirmando o papel de liderança da mulher, principalmente na educação.

 

Alexandra Mazzei, da EE Presidente Médici, de Cuiabá, acompanha cinco alunos que irão representar o país na Brazil Conference 2020, na Universidade de Harvard e no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos. O evento ocorre em abril.

 

Em comum, as duas educadoras não acreditavam que poderiam chegar tão longe, mas depositam o sucesso ao intenso trabalho e principalmente à dedicação dos alunos.

 

Rúbia se sentiu privilegiada por representar Mato Grosso e o Brasil num evento internacional de educação. A rapidez como ocorreu a participação numa atividade no exterior, confirma que os alunos precisam ser motivados e compreender que estão no mesmo nível dos estudantes dos demais países. Rúbia admitiu que representar a educação pública do Brasil lá fora não estava em sua agenda de forma tão rápida.

 

“Como professora da área de matemática, pensamos num projeto para ser reconhecido em longo prazo e, na nossa primeira participação, já fomos convidados para esse evento. Descobrimos que nossos alunos precisam de motivação e esse foi um dos motivos em obter sucesso em tão pouco tempo”, frisa.

 

Rúbia ressalta que é preciso compreender que a mulher teve o reconhecimento, mesmo que há cerca de 40 anos, que tem a força de serem gestoras. “Estatisticamente temos mais mulheres estudando curso superior do que homens. Isso mostra a responsabilidade que a mulher tem a confiança que é depositada nela”, assinala.

 

A escolha de três alunas mostra a quebra de um tabu de que mulheres tem mais dificuldades em matemática, pois existem mais homens trabalhando na área. Isso demonstra a força feminina e a liderança.       

 

Alexandra também não esperava que o trabalho que coordena ganhasse tamanha repercussão a ponto de ser apresentado num dos maiores eventos do mundo de tecnologia em Harvard.

 

A professora admitiu que não esperava um sucesso tão grande com o trabalho ao relatar que já participou de outros eventos que exigiu mais concentração, mais dedicação, esforço e não saiu da etapa estadual. 

 

“Foi um dos eventos mais tranquilos que participei e o melhor resultado até agora. Completo 30 anos de magistério e para mim, foi um presente representar a educação pública de Mato Grosso no exterior”, comemora.

 

Alexandra acredita que seu trabalho fez a diferença na vida dos cinco alunos que vão a Harvard, embora seja uma construção coletiva com a participação de vários profissionais da educação.

 

“O comprometimento de um grupo de professores resultou no sucesso desse grupo. Eu me senti privilegiada. Como mãe, profissional, consigo conciliar o trabalho com a família, pois tanto os filhos como alunos se miram em nossos exemplos”, frisa. 

 

Para a secretária Estadual de Educação, Marioneide Kliemashewsk, é um grande orgulho para a educação da rede estadual o trabalho das duas professoras, pois elevou o ensino público ao mostrar o resultado não só para Mato Grosso, mas também para o mundo.

 

“É um resultado coletivo sim, mas precisamos de mais professores que atuem com essa energia, com essa vontade”, comemora.

 


Fonte: Gazeta Digital

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