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Emanuel se diz perplexo e angustiado com pronunciamento de Bolsonaro

Marcus Vaillant

Marcus Vaillant

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), se disse "perplexo e angustiado" com o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro na terça-feira (24), onde criticou prefeitos e governadores por conta das medidas de isolamento social e fechamento das escolas e creches.

 

O prefeito afirma que o discurso de Bolsonaro traz mais insegurança do que solução. "Eu respeito à visão, mas defendo um diálogo maior. A OMS aponta uma direção e o presidente vai por outro. Isso deixa a população insegura, as autoridades ficam perplexas mas nós vamos seguir os protocolos de segurança para evitar à disseminação do Coronavírus", disse Emanuel em entrevista a rádio Vila Real FM.

 

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Segundo Pinheiro, a gestão continua determinada a cuidar e proteger a população cuiabana. "Momentaneamente a situação é muito grave. Eu não gostaria de fazer restrição nenhuma, não proibir comércio, não vetar o transporte público, mas agora o que está em risco é a saúde da população, principalmente dos grupos de risco (idosos)", afirmou.

 

Pinheiro lembra que todos os países estão seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), como o isolamento social

 

"Trabalhamos seguindo essas orientações, inclusive de técnicos que integram a força-tarefa instituída pelo Ministro da Saúde. Tudo é temporário, mas para cuidar dos mais carentes e proteger a vida da população". Emanuel Pinheiro também afirmou que continuará cumprindo as orientações dos técnicos da saúde.

 

O pronunciamento de Bolsonaro teve repercussão negativa no país e no mundo. Segundo ele, apenas as pessoas dentro da faixa de risco, que são os idosos acima dos 60 anos, hipertensos, diabéticos e com outras doenças crônicas. Ele cobrou o fim da suspensão das aulas e o retorno do comércio.

 

O governador Mauro Mendes (DEM) também rebateu as declarações de Bolsonaro. A bancada federal de Mato Grosso evitou polemizar o assunto, mas a maioria admitiu que as declarações de Bolsonaro vão ao desencontro do que o seu próprio governo vem pedindo.


Fonte: Gazeta Digital

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