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Amanhã vai ser melhor que hoje, diz presidente da CDL

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Diante do momento crítico enfrentado por empresários que atuam no comércio, em decorrência do impacto causado na economia pelas medidas de isolamento social, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Nelson Soares, busca passar uma mensagem otimista ao setor.

 

"Lojista é ser assim, já diz o nosso hino. É agir, lutar, produzir, trabalhar. Nós levantamos todos os dias imaginando que o dia de hoje será melhor que o de ontem e que vamos vender mais hoje que ontem. É assim que nós somos e é assim que vamos superar essa crise. Eu acho que está difícil a situação, mas ainda assim esse é o espírito empreendedor do lojista, ele vai sempre acreditar que amanhã vai ser melhor que hoje", fala Nelson Soares Júnior em entrevista ao #GD.

 

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Apesar disso, Soares fala com franqueza sobre os desafios que o empresariado devem enfrentar nos próximos meses, muito provavelmente se estendendo até 2021. Orienta que busquem linhas de crédito e alternativas para conseguir se recuperar, a exemplo do comércio virtual. "Mas com certeza isso está no horizonte de quem está em uma situação mais difícil, estão procurando sair e vão conseguir se Deus quiser e a CDL estará aí para ajudá-los nisso", assegura.

 

A expectativa do setor para a retomada gradual das atividades após a suspensão do comércio por conta da pandemia de coronavírus é um tanto pessimista, tendo em vista que muitas pessoas foram demitidas e muitos empresários encontram-se sem recursos. "Sabemos das dificuldades, mas estamos juntos, CDl com o comércio, com os prestadores de serviço, para iniciar a retomada a partir do dia 27", comenta.

 

A CDL ainda não tem um balanço dos prejuízos causados no comércio em Cuiabá decorrentes do período em que ficou de portas fechadas. Uma pesquisa deve ser concluída na próxima semana e revelar esses números. Nelson Soares revela que já tem conhecimento de empresas que não abrirão mais as portas, porém não cita nomes e nem quantas. Esse número também deve aparecer na pesquisa.

 

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho também está trabalhando no levantamento do número de demissões causadas pela paralisação em todo o país, o que também deve nortear a tomada de decisões de empresários locais e da CDL.

 

A previsão de prazo para a retomada do crescimento do ponto onde parou é no mínimo 2021, expõe o presidente. "Antes disso a gente não retorna aos volumes que estavam praticando antes da pandemia", declara. Segundo Nelson, as lojas do centro de Cuiabá e dos shoppings foram as mais afetadas.

 

"Ficaram paralisadas 100% e não puderam fazer nada e isso vai ter um reflexo agora nos primeiros dias, com a gente vai ter um volume alto de vendas e depois isso deve se acomodar", avalia.


Fonte: Gazeta Digital

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