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Derrubado em 2015, novo mirante começa a ser construído no Parque Mãe Bonifácia

João Vieira

João Vieira

Atualizada dia 06/05 às 10h25 - O parque Mãe Bonifácia ganhará um novo mirante 5 anos após a derrubada do seu antigo. Usuários do local foram surpreendidos com o anúncio em uma placa que informa a nova obra, avaliada em mais de R$ 1,5 milhão, no prazo de 120 dias. O recurso é fruto de uma compensação ambiental, aplicada pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema) às empresas que causam impactos ambientais nas áreas do estado. 

 

Ao #GD, a Sema informou que a ordem de serviço para o começo das obras foi dada no dia 27 de abril. Já é possível ver a movimentação dos trabalhadores no canteiro de obra, que está instalado no mesmo local onde ficava o antigo.

 

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Desde 2018, vários investimentos foram feitos no parque por meio da compensação ambiental. Aliás, não só no Mãe Bonifácia, mas também, em outras unidades de conservação do estado. Aqui, os trabalhos são de responsabilidade da Matrinchã Transportadora de Energia, por uma obra entre as cidades de Ribeirãozinho até Paranaíta.

 

O projeto do mirante é inspirado no antigo. A secretaria argumentou que o local se tornou referência e um dos cartões postais de Cuiabá. Por isso, ganhará estruturas de aço, cobertura com painéis fotovoltaicos e telhados em policarbonato.

 

A nova torre terá escada em espiral, um observatório de 12 metros. A altura total do mirante será de 15 metros e contará ainda com um elevador com a capacidade para 8 pessoas.

 

Interditado e derrubado

O mirante era uma atração à parte do Parque Mãe Bonifácia. Ele foi interditado em 2013, após uma fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-MT), que estava com a estrutura comprometida, frouxa e não aguentaria o peso dos visitantes, podendo desabar.

 

Na época, cuiabanos lamentaram o fato, ainda mais com a proximidade da Copa de 2014, quando Cuiabá foi uma das cidades sedes. Mas não teve jeito.

 

O mundial veio e a atração continuou interditada. Só em 2015 veio à decisão de derrubá-lo, já que a estrutura nunca recebeu as manutenções necessárias e nem mesmo uma reforma resolveria o problema. Depois disso, muitas discussões foram feitas, projetos apresentados, mas nada de concreto foi visto.


Fonte: Gazeta Digital

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