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Veja história da mãe caloura e veterana das filhas na UFMT

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Há 19 anos longe das salas de aula, mãe foi caloura da própria primogênita e depois veterana da caçula. A história inusitada a ser contada agora pelo #GD é da contadora Laura Fernanda Paula Pires de Andrade, 42 anos.

 

Tudo começa em 2014, quando a filha mais velha Amanda Kariny Paula de Andrade, hoje com 24 anos, passou no Enem para o curso de Ciências Contábeis, na UFMT. Amanda conta que escolheu o curso por incentivo da tia, que já era contadora, e pela variedade de atuação no mercado de trabalho.

 

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Laura, que já havia tentado ingressar em uma universidade quando as meninas ainda eram pequenas, decidiu fazer o Enem com a filha já estava cursando a faculdade e acabou passando e entrando na turma de 2015, também no curso de Ciências Contábeis da Universidade Federal de Mato Grosso.

 

Toda a família apoiou a nova etapa na vida da mãe. Inclusive sua filha caçula, que estava terminando o ensino médio e ainda não tinha uma carreira escolhida. Mônyka Pires de Andrade, agora com 21 anos, diante da indecisão de qual carreira profissional seguir recebeu o apoio e incentivo dentro de casa para escolher um curso já conhecido da família, e se tornou também aluna do curso de Ciências Contábeis em 2016.

 

Laura, que é orgulhosa da sua trajetória até o dia de hoje, conta que durante os 4 anos de curso teve apenas uma falta, além de não contabilizar nenhuma reprovação ou prova final. Isso tendo que conciliar o emprego, matrimônio e, é claro, a maternidade. Embora ela destaque o fato de a maioridade das meninas ter facilitado o processo nesse último caso.

 

Como a singularidade da história delas chamava a atenção dos colegas e professores, Amanda diz que nunca houve nenhum problema. “Foi muito bacana no quesito interação com a galera, inclusive com os professores. Éramos conhecidas de todos”, diz a primeira a se formar. Já Laura diz que sempre levaram com leveza a situação.

 

Durante o período em que as 3 ainda estavam cursando, a mãe da família lembra que elas se socorriam sempre. “A ajuda foi mútua, a gente se ajudou muito!”, afirma Laura. Ela também lembra que Amanda, a mais velha, fez uma apostila de uma matéria complicada para estudo próprio e a passou para mãe, que cursaria o semestre em seguida. E, claro, a caçula acabou herdando da mãe quando foi a sua vez de passar pela aula.

 

Embora o curso seja o mesmo, Mônyka, que pode acompanhar o encerramento do ciclo das duas, diz que “cada formatura e colação de grau foi emocionante e única, e não via a hora de chegar a minha vez, de ter o alívio do trabalho concluído. E eu não podia deixar de estar presente na colação e formatura delas, já que vi de perto cada angústia, cada noite sem dormir e cada desafio inesperado que a graduação nos trás para conseguir formar.” Já Amanda, por sua vez, ressalta o quanto foi emocionante participar de todo o processo da mãe, de forma tão próxima. " Ahh...foi incrível! Como me senti orgulhosa e feliz! Aquela conquista significava muito para ela. Com certeza fiz questão de participar de cada detalhe, colação de grau, culto ecumênico, preparativos e formatura. Foi lindo e emocionante”, lembra Amanda.

 

“Agora meu marido tem três contadoras em casa!”, brinca a Laura. A contadora diz às mães que queiram realizar o sonho de ter uma faculdade que “é preciso ter consciência e muita força de vontade para não desistir.” E destaca a necessidade da família estar apoiando esse momento.

 

Mônyka que agora está grávida e cursa o último ano da faculdade fala com muito orgulho da mãe que não se abateu com adiamento e correu atrás de realizar o sonho 19 anos depois. Além disso, as três já atuam na área contábil, e aguardam ansiosamente a formatura da caçula que deve acontecer ainda esse ano.


Fonte: Gazeta Digital

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