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Vereador vai encerrar CPI do Feminicídio para dar lugar a CPI do Coronavírus em Cuiabá

João Vieira

João Vieira

O vereador Marcelo Bussiki (DEM) confirmou ao #GD que vai finalizar nos próximos dias a CPI do Feminicídio para abrir espaço a CPI do Coronavírus, proposta pelo vereador Abílio Junior (PSC), que vai investigar como está sendo gastos pela Prefeitura de Cuiabá os mais R$ 23 milhões repassados pelo governo federal e os R$ 2 milhões da Câmara Municipal, por meio do Ministério da Saúde. 

 

Na sessão de quinta-feira (14), foi aprovado um alogamento por mais 30 dias da CPI do Feminicídio. Porém, Bussiki, que preside a CPI, disse que não será necessário usar todo o período. 

 

A CPI do Feminicídio começou em junho de 2019, com o prazo de encerramento de 120 dias, mas a investigação avançou por igual período depois veio o isolamento social por conta do novo coronavírus. O presidente pretente votar internamente o relatório da CPI e abrir espaço para a criação de uma nova. 

 

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Na Câmara de Cuiabá podem funcionar 5 CPIs ao mesmo tempo. Atualmente, a Casa conta com a CPI do Paletó, CPI da Semob, CPI do Saneamento, CPI da Sonegação e a CPI do Feminicídio. Com isso, há impedimento para a instalação da CPI do Coronavírus, proposta por Abílio. 

 

'CPI do Coronavírus'

 

O novo pedido busca investigar cerca de R$ 26,7 milhões gastos nas últimas semanas.

 

O vereador Abílio Júnior lembra que a prefeitura recebeu R$ 23,9  milhões do governo federal para investir em ações de combate à covid-19, além de R$ 2 milhões que a própria Câmara encaminhou ao Executivo.  

 

“Contudo, até o presente momento, o prefeito de Cuiabá não apresentou à sociedade nenhum novo leito de UTI, não apresentou compra de respiradores e não apresentou em portal da transparência onde teria sido gasto este valor do governo federal”, diz trecho do documento.  

 

Abílio reclama que o Executivo não apresentou como serão gastos os recursos. A CPI também investigará a contratação de 3 drones que chegaram a atuar em ações de desinfecção, ao custo de R$ 280 mil, com prazo de validade de 90 dias o equivalente a R$ 840 mil.  

 

Após várias reclamações, Emanuel Pinheiro suspendeu o contrato. A CPI pretende investigar para averiguar o contrato e a “eficiência e economicidade do serviço contratado sem licitação”.   A CPI também quer investigar os contratos dos caminhões-pipas que também fazem a desinfecção da cidade. “O mesmo [contrato] não se encontra no Portal da Transparência e pouco se sabe da execução e custo do serviço, sendo assim sobre alerta do caso dos drones, se faz necessário investigar”, complementa.  

 

A CPI ainda irá investigar o decreto de ‘bonificação’ dos servidores da Saúde feita pela Secretaria Municipal de Saúde, além da  falta de servidores em policlínicas.  

 

Também assinam a CPI os vereadores Diego Guimarães (Cida￾dania), Dilemário Alencar (Pode￾mos), Felipe Wellaton (Cidadania), Clebinho Borges (PSD), Lilo Pinheiro (PDT), Marcelo Bussiki (DEM), Vinicyus Hugueney (SD), Sargento Joelson (SD) e Kero Kero (Podemos).


Fonte: Gazeta Digital

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