Gazeta Digital

Aos onze anos, Gui Khury dá três voltas no ar e faz história no skate mundial; confira

Reprodução

Reprodução

O Brasil é respeitado no mundo do skate e não de hoje. Também, muitos campeões mundiais nasceram por aqui: Bob Burniquist, Sandro Dias, Pedro Barros, Rony Gomes, Digo Menezes; e as mulheres Pamela Rosa, Letícia Buffoni e Karen Jonz são exemplos. Na última semana, um garotinho de 11 anos escreveu mais uma vez o nome país na história da modalidade.

 

Gui Khury se tornou a primeira pessoa a conseguir fazer a manobra 1080 em uma pista vertical. Nessa manobra, o skatista dá três voltas completas no ar em um half pipe, aquela pista que parece a letra U.

 

“Eu estava em choque quando eu vi que acertei o 1080. Foi demais. Parecia que nem acreditava”, comemora Gui.

 

O menino não sabe nem dizer quantas vezes já viu e reviu seu feito. “Nossa, vi umas 1000 vezes a imagem. Não canso de ver. Vejo de novo, de novo”, conta empolgado o skatista.

 

Começo aos 4 anos

Para chegar até o 1080, o curitibano percorreu um longo caminho, mesmo sendo bem novinho. Acompanhado de perto dos pais Ricardo e Bianca, Gui começou na prancha com rodinhas aos 4 anos, quando a família ainda morava na Califórnia, berço do skate mundial.

 

Há cinco anos, eles voltaram para Curitiba e é pertinho de lá, em Campo Largo, em uma pista de skate vertical construída por Ricardo, que Gui foi evoluindo até conseguir uma das manobras mais difíceis do skate.

 

“Não nos surpreendemos. Ele foi aos poucos, fez o 540 (uma volta e meia), o 720 (duas voltas), o 900 (duas voltas e meia), até chegar ao 1080. Muita gente tentou e só ele conseguiu. É um prazer muito grande. Sabemos que ele tem talento, mas foi muito bom”, explica o pai, que acompanha o filho em todas a viagens.

 

Confira como é a manobra 900:

 

Ricardo é apaixonado pelo esporte e incentiva que Gui siga na carreira, que já é bem promissora. No ano passado, o menino foi convidado para participar dos X Games, competição mais importante dos esportes radicais. “Foi muito bom ele estar lá. Ele era o único não profissional na competição. Isso é muito importante”, diz o pai.

 

Megarampa

Os feitos de Gui não param no 1080. O garoto foi o esportista mais jovem a andar na megarampa de Bob Burnquist. Há dois anos, ou seja, aos 9, ele experimentou a sensação de descer os 24 metros de altura da pista, o equivalente a um prédio de oito andares.

 

Ele garante que não tem medo e rápido escolheu a conquista mais difícil da curta carreira. “O 1080 foi bem mais difícil do que a megarampa. Com certeza!”

 

Os pais dizem estar acostumados com riscos que o pequeno corre. “Ele sabe o que está fazendo. Com o tempo fomos nos acostumando. Mas como todo pai e toda mãe ficamos com o coração na mão, mas confiamos”, afirma Ricardo.

 

Sonho da vida

Como todo jovem atleta, Gui tem ídolos e sonhos. Quando perguntado quem era o profissional que o inspira, ele pensou, pensou e respondeu. “Tem que ser o Top 3, um só não dá. Aí fica: Tony Hawk (Estados Unidos), Bob Burniquist e Danny Way (Estados Unidos)”, elege o garoto.

 

Já os maiores sonhos, ele não tem dúvida. “Quero ser skatista profissional e um dia quero ter uma megarampa na minha casa.”


Fonte: Gazeta Digital

Visite o website: https://www.gazetadigital.com.br